quarta-feira, 18 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Edição de Natal
O melhor ano de nossas vidas
Esperança, fé, superstições, simpatia, vale tudo na busca por esse momento mágico, aquele segundo em que você realmente acredita, que fecha os olhos e se entrega.
Pular sete ondas, levar oferendas para Iemanjá, comer 7 uvas, ou qualquer outra receita que conheça, para conquistar um novo amor, obter prosperidade, saúde, alegria ou outro desejo que lhe venha ao coração.
Mas tão bom quanto acreditar no que vem pela frente, é agradecer o que já passou. E, hoje, agradecemos: a sua companhia, cada e-mail que recebemos, os quilômetros todos que viajamos, o nosso primeiro aniversário juntos, as idas e vindas, os embarques e desembarques.
Nos despedimos de 2009 marcando encontro para 2010. Vamos pegar a estrada novamente, embarcar em novas aventuras, traçar outros roteiros, fazer o que mais gostamos de fazer: sair juntos por aí. Acreditamos, sim, que o que é bom de verdade, merece bis. Como agora, nesse encontro aqui, enquanto nos lê.
Boas festas e bis para todos nós!
domingo, 8 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Recado da AMiga Betina


domingo, 27 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Edição Especial de Aniversário
Responsabilidade Social. Quanta gente do bem que se doa e empresta seu talento em prol do outro passou pela nossa Revista de bordo Util. É, aquele velho ditado ganha força aqui, “Fazer o bem sem olhar a quem”.Do esporte, passando pelo teatro, pela música e pela saúde, mostramos que, quando se quer, se faz, se transforma e renova. Assim é com o Instituto Reação, uma ONG criada pelo campeão olímpico de judô Flávio Canto, que atende cerca de mil crianças e jovens, entre 4 e 25 anos, nas comunidades da Rocinha, Tubiacanga, Cidade de Deus e Pequena Cruzada. O objetivo principal é fazer de cada garoto ou garota um cidadão responsável, participativo e presente na vida da comunidade, afirma Flávio. Bom para a meninada, bom para o Brasil.
Bom pra gente, melhor ainda para o todo.Ao longo de um ano, viajamos por esse país continental, conhecemos outros países, cidadezinhas charmosas, grandes metrópoles, roteiros turísticos apaixonantes.
A Util nos levou a Belo Horizonte e a várias outras cidades mineiras. Fomos a vários lugares: Brasília, Angra dos Reis, Santos, Cabo Frio, Macaé, Teresópolis, Região dos Lagos, enfim passeamos por serras, mares e campos. Aproveitamos o frio, relaxamos ao sol. Num dia aqui outro ali, sempre de malas prontas para novas aventuras. E a quantos lugares ainda a Util irá nos levar na primavera, no verão, no outono e no inverno? Há roteiros para as quatro estações do ano, pode ter certeza. Pé na estrada e vamos lá!
Já no roteiro internacional: Europa, Américas, Ásia e Oceania. Lugares quase desconhecidos, exóticos, badalados, frios, quentes, roteiros para todos os gostos e bolsos. Um mundo inteiro de opções para você.

imos no salto, entramos e saímos de clínicas de beleza, escolhemos o melhor look para a alta estação, malhamos pesado, fizemos yoga, corremos na praia, praticamos esportes radicais,
E vamos sempre buscar mais
informação de fitness, beleza, moda e
estética para deixar você linda de viver.
Foram muitas reportagens, gente famosa, anônima, mas sempre alguém que tinha algo pra contar para você. Conhecemos apaixonados por ônibus, pelo outro, pelo verde, pela cultura, enfim pela vida. E atrás de cada história que você leu, um outro time, ligado, tão apaixonado quanto, que sempre está em busca de surpreender, de proporcionar uma leitura leve e gostosa. Adoramos a sua companhia e prometemos ser o melhor acompanhante da sua viagem, daqui pra li, ou de lá pra cá, não importa. O que nos move é saber que você está ao nosso lado. Seja bem-vindo e vamos em frente, temos muito o que conhecer, ver e aprender, basta virar a página e aproveitar.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Doutores da Alegria, o engraçado que é sério
Para quem não sabe, esta história já tem muita estrada. Tudo começou quando o ator Wellington Nogueira, inspirado pelo programa que integrou - o “Clown Care Unit”, de Nova Iorque, lançado em 1986 pelo ator Michael Christensen -, resolveu levar o trabalho de artistas profissionais e especializados na arte do palhaço aos hospitais.
O resultado? Bom, todo mundo conhece. Os Doutores da Alegria invadiram os hospitais do Brasil, vários grupos foram formados e, hoje, são um apoio importante na recuperação de muita gente. E os números comprovam isso, grandiosos, diga-se de passagem: mais de 652 mil crianças e adolescentes hospitalizados foram visitados, atingindo também cerca de 600 mil familiares e envolvendo mais de 13 mil profissionais de saúde.
Rir é o melhor remédio
Se pararmos para pensar, esse dito popular faz todo sentido. Os Doutores da Alegria sabem bem disso, no dia-a-dia, em cada sorriso que arrancam dessa turminha. E ideia boa voa, conquista e ganha outros corações. Esse projeto inspirou cerca de 200 iniciativas similares em todo país, motivando uma série de parcerias que incluem o Ministério da Saúde e a iniciativa privada. Tudo isso possibilitou outras conquistas importantes, como a criação de um Núcleo de Pesquisa e Formação próprio – o primeiro entre organizações desta natureza.
Os Doutores da Alegria são uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que leva alegria a crianças hospitalizadas através da arte do palhaço (mágica, malabarismo, mímica, improvisação e música). Atualmente, a entidade conta com uma equipe de 21 funcionários e colaboradores nas áreas de pesquisa, formação, gestão, administração e mobiliza 44 artistas profissionais. Desses artistas, 10 participam também da gestão da ONG.

Os besteirologistas, forma como os artistas gostam de ser chamados, visitam, em duplas, crianças hospitalizadas, leito a leito, 2 vezes por semana, durante aproximadamente 6 horas por dia, inclusive nas unidades de terapia intensiva e de procedimentos ambulatoriais. A cada 6 meses os artistas se revezam entre os hospitais.
Se você tiver vontade de levar esse trabalho até a sua cidade, se informe no site. Os Doutores da Alegria promovem cursos e preparam equipes para atuar junto aos hospitais. Essa alegria toda ajuda a curar, e envolve médicos, enfermeiros e todo corpo de saúde. Uma alegria que se soma com o conhecimento e a prontidão no atendimento ao doente.
Em cena, Elizabeth Savala
Elizabeth é mãe de quatro filhos, Thiago, Diogo, e os gêmeos Ciro e Tadeu. Os dois primeiros também são atores. Uma mulher de fé e apaixonada pela vida. A atriz é membro, há mais de 20 anos, da Igreja Messiânica Mundial.
No momento, participa da novela “Caras e Bocas”, como a personagem Socorro e, há 6 anos, está em cartaz com o monólogo “Friziléia – uma esposa à beira de um ataque de nervos”. Foram 267 mil espectadores em 409 funções em teatros de 33 cidades, 14 funções em 7 lonas culturais da Zona Oeste do Rio, 9 funções em 4 cruzeiros marítimos, além de 23 apresentações ao ar livre em 3 favelas do Rio e em 20 cidades de pequeno porte do interior de São Paulo. Texto de Camilo Átila, dirigido por Luis Arthur Nunes. Uma comédia rasgada e imperdível.
Elizabeth Savala: Estaremos em cartaz a partir desse mês, no Teatro dos Grandes Atores, na Barra, depois de 6 meses no Teatro Vanucci, no shopping da Gávea, e de seis anos por todo Brasil.
Friziléia não é nenhuma
marca de sandália,
mas cabe no pé de todas
as mulheres.
Conta pra gente um pouco desse trabalho?
Elizabeth Savala: Eu adoro a Friziléia, ela tem tudo a ver comigo e com todas as mulheres. Um dia, uma pessoa que assistiu ao espetáculo me disse: Friziléia não é nenhuma marca de sandália, mas cabe no pé de todas as mulheres. Achei perfeito.
Elizabeth Savala: Não só da dona de casa, mas daquelas mulheres que trabalham, têm filhos, maridos, namorados, amantes, que têm de estar sempre limpinha, cheirosa, magra, malhada, sem TPM ou calores pré-menopausa, com os cabelos sempre bem tratados, com a casa limpa, organizada, com a despensa e feira feitas, com os filhos na natação, ballet, judô, futebol e com lição de casa feita, que frequentam as reuniões de pais, onde só as mães vão, que passam a noite ao lado dos filhos com febre e, no dia seguinte, estão em pé cedo pra dar conta do dia e do trabalho e do chefe, sempre bem mal-humorado.A Friziléia é uma dessas mulheres e, por isso, com ela nós nos identificamos.
Elizabeth Savala: Eu adoro! Já me habituei. Com o "'E" do Millor Fernandes, ficamos 8 anos, portanto a Frizí está fresquinha ainda!
Elizabeth Savala: Exato, sermpre há um público novo, uma energia nova.
Elizabeth Savala: Bem, eu acho que ela não vai se casar com o macaco, embora muita gente me peça pra ficar com ele.(risos)
O folhetim de Walcyr Carrasco aborda temas polêmicos como o tráfico de animais (o macaco Chico), a deficiência visual (Anita), o machismo (Gabriel), entre outros. Você acredita que essa abordagem esclarece o público ou a informação se perde dentro da história?
Elizabeth Savala: Veja bem, estamos contando uma história e não fazendo jornalismo, mas de qualquer forma, sempre fica uma mensagem subliminar. E o Walcyr é muito bom nisso!
Elizabeth Savala: Todos, desde que haja paixão pelo personagem e pela história.
Elizabeth Savala: Espero vôces aqui, no Teatro dos Grandes Atores. É muitooooo booom fazer teatro, mas ele só existe quando há comunhão entre o ator e o público, é aí que a mágica acontece.
http://www.frizileia.com.br/
Bruno Mazzeo

Ele já dispensa rótulos como “o filho de Chico Anysio”, mas, nem por isso, podemos deixar de olhar para o seu berço. É impressionante o brilhantismo destes dois humoristas. O Bruno traz, na alma, o olhar apurado diante do cotidiano, a irreverência e uma forma deliciosa de expressão. O que ele nos mostra já vivenciamos, e isso é único. Alguns episódios do programa “Cilada”, que ele escreve e protagoniza, parecem histórias de gente como eu e você. O simples que transforma, que nos aproxima. A sacada inteligente que torna o cotidiano lúdico. Isso é Bruno Mazzeo, que cresceu nos bastidores, que, das coxias, observou as cenas, absorveu o que viu, que colocou pra fora o seu DNA. Toda essa bagagem serviu de alicerce, mas Bruno já subiu paredes e andares nessa construção pessoal e profissional e vem nos presentando com um trabalho inovador, rico e surpreendente. Com vocês...
Bruno Mazzeo: Começou com a influência que sofria do meu pai. Gostava de ir às gravações, me divertia, era como um hobby. Meu pai, ao perceber isso, sempre me incentivou e, hoje, tenho plena certeza de que, se não fosse filho dele e não tivesse recebido o incentivo, talvez não estivesse aqui agora dando essa entrevista.
Bruno Mazzeo: Acho que se somam. O fato de escrever me ajuda na hora de interpretar, mas quando o texto não é meu (como foi o caso em Beleza Pura), procuro entender que minha função ali é só atuar. Adapto, mexo pra colocar na minha embocadura, mas não fico pensando como eu escreveria aquilo...

Bruno Mazzeo: Me ajudou na hora de entrar, eu seria hipócrita se negasse isso. Mas chega uma hora em que nada disso importa, e você tem que usar seu talento. E é claro que eu sou beneficiado por ter tido uma escola em casa.
Bruno Mazzeo: Muito agradável, as pessoas falam comigo com admiração e respeito.
Bruno Mazzeo: Novas temporadas do Cilada no Fantástico e no Multishow; o filme “Muita Calma Nessa Hora” em Janeiro; três filmes previstos pro ano que vem; duas possibilidades de livros; um programa de rádio; meu blog... fora outras coisas que ainda vão pintar.
Bruno Mazzeo: Um homem em construção.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Estreia 4 de setembro. Aguarde!

A proposta é apresentar uma revista eletrônica leve, com temas atuais, conteúdo e qualidade tecnológica.
Saimos do estúdio, ganhamos a rua, preparamos uma casa cinematográfica como cenário. Agora é esperar e aproveitar tudo que vem por aí.

ApresentaçãoAretuza Nogueira
Roteiro e Direção
Tereza Dalmacio
Assistente de Direção
Vanina Navega
Produção
Kátia Braga
Editor de Imagem & Vídeografismo
Rômulo Vidal
Externa
Maxwell Coroa
Pesquisa
Aretuza Maia
Apoio
Tânia Gavinho
Val Marques
Aretuza veste
Mariana Boutique
Maquilagem
André Pavan
Superintendência
Toninho Correa
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Lançamento Revista Península
E nessa tela, a mão do artista (de quem vive ou trabalha nesse espaço) descobre novas nuances, novas formas de se comunicar, interagir e criar mecanismos de crescimento e da melhoria da qualidade de vida. Tudo é pensado para que haja sintonia entre todos os envolvidos e que a vida flua com total harmonia e equilíbrio.
A Revista Península chega até você para ser mais uma ferramenta de interação. Contamos com a sua participação, sugestão, críticas. Contamos com as suas pinceladas para melhorarmos a nossa comunicação.
Acreditamos que esse quadro, pintado a muitas mãos, tem o céu como moldura e o verde como condutor, e no meio disso tudo está você e eu. Gente que vive e acredita que o melhor lugar do mundo é aqui.
I Q U E
IQUE: Victor Henrique Woitschach. Eu nasci em Campo Grande, MS e saí de lá rumo ao Rio de Janeiro aos 20 anos.
Revista Península: E como surgiu o apelido?
IQUE: Esse era meu apelido de infância. Quando comecei, aos quinze anos, no jornal Diário da Serra, em Campo Grande, eu assinava com meu primeiro nome. Mas como era o final da ditadura, e no interior do país a repressão ainda era muito forte, sem contar com o coronelismo regional, que não admitia que nenhum tipo de crítica ou irreverência questionasse seus mandos e desmandos, eu tive que usar um pseudônimo que dificultasse meu reconhecimento. Na verdade, aos 19 anos eu fiz concurso e me tornei funcionário público estadual, fazendo as charges da primeira página do jornal de maior oposição na região. Qualquer associação do chargista ao funcionário da secretaria de educação seria fatal. Pelo bem da verdade, não adiantou muito, mas pelo menos me deu um pseudônimo que funcionou como nome artístico e é de fácil lembrança.
Revista Península: Conta pra gente como você descobriu essa veia artística, como foi o início da sua carreira, quais os grandes incentivadores?
IQUE: Eu nunca me imaginei fazendo outra coisa na vida. Desde criança, desenhava muito e me dedicava tecnicamente ao desenho. Tratava aquilo como algo muito sério. Sofri críticas da família, muito conservadora, e só recebi incentivo dos estranhos. Professores me presenteavam com livros, revistas e com oportunidades pra desenvolver minha arte. Minha inspiração maior era um americano chamado David Levine, que revolucionou o traço no mundo quando usou a “hachura” para enriquecer os desenhos num momento em que a impressão de jornais e revistas não ofereciam recursos de meio tom, luz e sombra.
Chegando ao Rio de Janeiro, trabalhei na DEMUZA quando os trapalhões se separaram e iniciaram carreira solo. Com Dedé, Mussum e Zacarias, fiz meu primeiro trabalho de peso para um filme: “Atrapalhando a Suate”. Quando finalmente cheguei à grande imprensa, mais precisamente no Jornal do Brasil, tive no cartunista Lan a figura do mentor. Mais do que um pai pra mim, naquele momento, ele teve a sensibilidade de reconhecer em mim o jovem talento que chegava na redação e que não podia ser desperdiçado. Com isso, me abriu todas as portas possíveis e imagináveis. Devo muito ao meu mestre LAN.
Revista Península: Você acredita que, de modo geral, a crise política e financeira, os grandes escândalos pelo Brasil afora, a corrupção desenfreada, tudo isso é fonte inesgotável de piadas para os humoristas?
IQUE: Infelizmente é. Mas disso jamais nos livraremos por sermos humanos e convivermos em sociedade. Uma sociedade cada vez mais adoecida e sem referencial ético. O papel do humorista gráfico, de imprensa é muito importante. Na verdade somos jornalistas que desenham, que fazem suas crônicas diárias através de imagens.
IQUE: Mais do que charges engraçadas, elas estão sempre carregadas de muita crítica e de uma preocupação jornalística responsável. Nosso trabalho vai até onde a fotografia não pode ir. Temos a licença poética de poder criar, em desenhos, situações que correspondem à realidade, expondo, de maneira irreverente e contundente, as víceras do poder e suas mazelas, mas que carregam essa realidade de irreverência. Nós somos os instrumentos da voz popular. Nesta charge, em que eu coloco no chuveiro quase todos os membros do PT envolvidos no escândalo do mensalão, me permito usar uma pequena legenda como a cereja do bolo pra reforçar a situação delicada em que eles se encontram: Alguém tem que se sacrificar e pegar o sabonete, que é o mensalão, que caiu. A metáfora visual fala por si só.
IQUE: Tive dois trabalhos premiados num momento muito importante de minha carreira, em 1990 e 1991. A charge política não era incluída no Prêmio por não ser considerada jornalismo, como a diagramação e o fotojornalismo. Eu ganhei os dois primeiros anos, e fim. A categoria acabou logo em seguida, me deixando como o único profissional do mercado a ter recebido tal honraria na história da imprensa brasileira. Os dois trabalhos foram sobre o governo Collor. Um no início, mostrando o filhinho de papai ganhando o palácio do Planalto de brinquedo no Natal, e a outra demonstrando todo o seu poder.
IQUE: A criacão é e sempre será a mesma. Obviamente ela é quem orienta uma série de prioridades e escolhas, mas o talento, a técnica apurada, a sensibilidade artística sempre comandam o show. Obviamente que a ilustração digital, a pintura digital oferece uma facilidade incrível. Não poderia ser diferente. Se é uma tecnologia avançada, teria que trazer inovações e vantagens técnicas que o trabalho convencional não oferece. E a maior vantagem é a velocidade na execução dos trabalhos, na assepsia, na praticidade. Com um laptop na praia, em qualquer lugar desse nosso litoral fantástico, você pode fazer uma pintura digital, virtual riquíssima. Mas sem tecnicamente saber como se faz no papel, não adianta pegar o computador e achar que todas as ferramentas, filtros que simulam quase todas as situações reais, vão fazer o trabalho pra você. E pior, você vai ter que se readaptar ao comportamento do computador. O maior exemplo que dou é o do vídeo game que simula corridas de carro. Por melhor motorista que você seja, pilotando um simulador de corrida, você bate o tempo todo. O mesmo vai acontecer desenhando no computador. Pelo menos até você se adaptar ao “drive” da caneta virtual que se usa pra desenhar. Sem talento não dá.
A grande maioria dos trabalhos que tenho publicado em jornais, revistas, programações visuais, cenários e animações para TV e cinema, são virtuais. São criados e executados diretamente no computador, sem nenhuma participação do lápis e do papel.
Revista Península: Quem caminha por Ipanema e passa pelas ruas Visconde de Pirajá e Garcia d’Ávila esbarra com um trabalho seu que ganhou grande repercussão na mídia. A escultura do Corneteiro do Exército Luís Lopes, pivô de uma grande confusão na Batalha dos Pirajás, em 1822. Ao receber ordens para soar na corneta o toque de retirada, sabe- se lá por que emitiu o som de ataque. A tropa brasileira avançou, assustando o exército luso, que bateu em retirada. O corneteiro acabou sendo, sem querer, uma espécie de general do embate vencido na Bahia. Conta pra gente como foi desenvolver e criar essa peça?
IQUE: Foi uma encomenda direta do prefeito Cesar Maia. Ele conhecia a história irreverente do corneteiro atrapalhado, e me pediu que criasse uma charge tridimensional daquela história, como se a notícia da vitória do exército brasileiro em Pirajá tivesse acontecido naquele instante. Luiz Lopes o corneteiro, com um toque de corneta, enganou os rebeldes tocando “avançar degolando o inimigo”, enquanto estava encurralado com seus companheiros, à beira da morte. Pensando estarem cercados, os rebeldes bateram em retirada dando a vitória e consolidando definitivamente a independência de nosso país.
Revista Península: Este trabalho é um filho querido? Você sempre passa por lá para lamber a cria? E qual e a outra escultura que você tem no Rio de Janeiro?
IQUE: Visito sempre meu filho de bronze que mora ali em Ipanema. Faço a manutenção anual por minha conta pra que a peça esteja sempre reluzente, pra retribuir o carinho que recebe, não só dos cariocas, mas de todos os turistas que passam ali para visitar e interagir com ela.
Revista Península: E como é escrever o Zorra Total? Como é esse bastidor do humor brasileiro?
IQUE: Escrever o Zorra Total é um prazer, uma diversão acima de tudo. É pra mim uma conquista pessoal, de complemento profissional. É um exercício ao roteiro, que nesse caso, é pra televisão, mas que tem muita técnica semelhante a do cinema. Tenho um sonho de escrever um programa de televisão, um filme, e um longa de animação. E toda a experiência adquirida nesses mais de 30 anos de profissão tem contribuído muito pra queimar etapas e me dar muito prazer profissional.
Se isso tudo acontecesse, eu poderia dedicar uma parte de meu tempo pra realizar uma obra social importante, passando toda a minha arte e técnica pra crianças que jamais teriam ou terão acesso a elas. Assim como acontece com as escolinhas de futebol, de tênis, de surf e outras. Além do desenho, pintura, escultura, artes digitais, design, escola, lazer, cultura e desenvolvimento emocional, disponibilizar minha arte para formar artistas completos com bagagem pra competir inclusive no mercado internacional.
Revista Península: Para concluir, o Ique por Ique?
IQUE: Eu sou muito simples. Amo minha família e meus amigos, consciente do que eles representam no meu equilíbrio emocional e profissional. Quero um mundo melhor para todos e acho que a verdade é absoluta e o caráter fundamental.
domingo, 12 de julho de 2009
Edição 06
maravilhosos, viajar...
O destino? Nacional ou internacional? Hotel cinco estrelas ou albergue? Praia ou montanha? Neve ou sol? Detalhes, apenas detalhes, que não entram nem na bagagem. O fato é que faz parte da natureza do homem essa busca pelo novo, pelo ir e vir, por culturas diferentes, gastronomia, por aproveitar o que a vida tem de melhor.
Se hoje, você entrar em qualquer agência de turismo vai perceber que o mercado está aquecido, que, de uma forma ou de outra, muitos estão por aí, nos quatro cantos do planeta, registrando cada imagem, com a câmera, os olhos e a alma, não necessariamente nesta ordem.
Férias é uma palavra mágica, ela nos faz lembrar cada viagem e sonhar com as próximas. Ela nos remete ao passado, ao futuro e faz do presente um grande presente para você ou para toda a família.
viajar...
Perder a noção do tempo, se livrar, mesmo que momentaneamente, da tirania de horários, se perder em becos ou vilas, mesmo que, dentro da bolsa, você carregue seu GPS. Aventuras que estão por vir, diversão, descobertas, experiências de vida, troca, cultura, mala cheia – sempre.
Mas qual é mesmo o seu destino? Ainda não sabe? Então, embarque nesta edição, leia, pesquise e escolha o melhor roteiro da sua vida.
sábado, 11 de julho de 2009
Carlinhos de Jesus, dançando conforme a música

Ritmo. Gingado. Com certeza essas duas palavras fazem parte da natureza do dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus.
Currículo extenso e simpatia maior ainda, atualmente, é diretor da Casa de Dança Carlinhos de Jesus. Vamos conhecer um pouco mais dessa figura bonita, ícone da dança
___________________________
Revista de Bordo: Vamos começar pela Casa de Dança. Como é esse projeto que já conquistou muita gente e que realiza espetáculos de sucesso de bilheteria como “Aquarela”, “Isto é Brasil” e “Pé na estrada”? É um sonho realizado?
Carlinhos de Jesus: Sim, é um grande sonho realizado. Sempre imaginei a dança de salão como espetáculo, queria levá-la para os palcos.
RB: Você é um grande defensor do estilo que o samba, o bolero, o suingue e a salsa invocam em nome da cultura latina. É uma proposta da Casa de Samba Carlinhos de Jesus manter vivo todos esses estilos?
Carlinhos de Jesus: Sim, principalmente os ritmos brasileiros. Nas nossas reuniões pedagógicas, que acontecem todas as segundas-feiras, a partir das 13h, discutimos muito a forma de manter vivo o nosso estilo, sem prejuízo às nossas características e tradições. Claro que a dança modernizou, não podemos perder isto de vista, mas também jamais podemos perder os movimentos que representam a nossa identidade, a nossa cultura.
RB: Agenda cheia? Tournée pelo Brasil? Conta pra gente onde o Brasil encontra Carlinhos de Jesus?
Carlinhos de Jesus: Hoje faço tanta coisa extra, espetáculos e aulas, que me deixam com a agenda cheia de compromissos. Tournée pelo Brasil só com patrocínio, que se encontra "parado" no momento. Estamos aguardando os acontecimentos, a definição desta crise que está afetando agudamente a arte no Brasil. Temos viajado pelo Brasil para eventos fechados de empresas e esperamos, em breve, sair pelo país com o nosso novo espetáculo. Se Deus quiser!!
RB: A Casa de Dança oferece audição para bolsista. Uma forma de descobrir novos talentos e dar oportunidade para muitos jovens. Todo mundo pode participar?
Carlinhos de Jesus: Para participar da seleção de bolsistas tem que ser jovem, carente, estudante e que queira ter, na dança, uma perspectiva. Nossos bolsistas participam de um programa de profissionalização, eles têm que ter como objetivo aprender o "ofício" e não somente dançar por diversão.
RB: Você é um homem preocupado com o social e abre espaço para os menos favorecidos. Fala um pouco desse trabalho?
Carlinhos de Jesus: Além do Programa de bolsas, estou sempre pronto a ajudar
nos projetos e eventos nos quais acredito. Ontem mesmo, 05 de abril, no "sol quente," estava, graciosamente, na Quinta da Boa Vista para o Evento "Dia Mundial da Atividade Física", organizado pelo Ministério da Saúde, com a finalidade de estimular a população a se exercitar, mostrando os benefícios da atividade física. Acho que, como formador de opinião, devo participar destas atividades.RB: Na carreira, foram vários prêmios e homenagens, reconhecimento do público e dos colegas. Seu depoimento está gravado no projeto "Memória do Povo da Dança do Samba” no Museu da Imagem e do Som. Requisitado para preparação corporal de vários artistas nacionais e internacionais como: Jaqueline Bisset, Richard Dreyffuss, Jorge Perigorria, Elba Ramalho, Tânia Alves, Cristiane Torloni, Zezé Polessa, Milton Nascimento, Alexandre Pires (Só Pra Contrariar), Paulo José, Renato Aragão, Maurício Mattar, Lúcia Veríssimo, entre outros. É o único dançarino popular com participação especial no "Rock in Rio", 1991. O currículo é imenso e as conquistas maiores ainda. Mas o que mais toca o coração de Carlinhos de Jesus?
Carlinhos de Jesus: A vontade de vencer, a dedicação, a ética, o amor e a fidelidade.
RB: Vamos ao ping-pong?
A maior paixão, depois da dança? O “Lapa 40 graus Sinuca e Gafieira” - Lapa - Rio de Janeiro.
Uma saudade? Meus pais.
Um desejo? Organizar minha vida e, tirar férias com toda a minha família.
Um projeto? A Dança de Salão Brasileira como matéria no ensino fundamental.
O que o falta no Brasil? Bons Políticos.
E o que sobra? Impunidade.
Carlinho de Jesus por Carlinho de Jesus? Perfeccionista.
Uma mensagem para o nosso leitor? Dance muito, lhe fará muito bem!

sexta-feira, 3 de julho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
Margareth Menezes, a força da natureza
Baiana com gosto de dendê, nascida em Salvador, traz na alma cores, temperos e o gingado da terra de todos os santos. Terra essa que é celeiro de uma arte vibrante, com tantos grandes representantes, como Gal, Bethânia, Carlinhos Brown, Caetano, Gil, que, aliás, rasga elogios ao se referir sobre um dos trabalhos da cantora.“Margareth tem uma perspicácia para coisas especiais.
Essa música, “Mulher de Coronel”, é especial no meu
repertório. Ela surge dos elementos básicos da minha
formação nordestina. Ela é muito especial por causa
do tema, do assunto. Embora pudesse ser considerada banal,
a incondicionalidade do amor é uma coisa muito forte.
Margareth é um dos meus amores. É isso: amor é amor, é
incondicional! Dela eu gosto e vou gostar até morrer.” Gilberto Gil
Há quem diga que o seu canto é uma força da natureza. E quem já a viu em cima de um trio há de concordar. Parece uma guerreira de luz. Representante da cultura popular brasileira, gravou seu primeiro disco em 1988. De lá prá cá, sua carreira foi pontuada por vários trabalhos e grandes conquistas. A voz possante da baiana rasgou fronteiras, ganhou o mundo. Com o norte-americano David Byrne, colocou o pé na estrada e se apresentou pela Europa e pelos Estados Unidos no final da década de 1980. Começava aí o sucesso, também internacional.“Luz Dourada” vendeu mais de 2 mil cópias em apenas dois meses de lançamento na Suíça, e “Kindala” já ultrapassou as 10 mil cópias na França. A boa receptividade não se restringe à vendagem. “Elegibô” é considerado um dos cinco melhores discos do planeta na categoria world music, segundo a revista Rolling Stone. Na Itália, numa prova de popularidade que dispensa comentários, a cantora foi convidada especial do programa Tombola, um dos mais famosos da Radio Televisione Della Svizerra, com transmissão ao vivo para toda Itália e Suíça.Da infância na Ribeira, bairro pobre de Salvador, Margareth Menezes subiu aos palcos dos quatro cantos do planeta, conquistou fama, dinheiro e é uma estrela em ascensão. Do muito que ganhou, reparte o pão. Criou o projeto “Fábrica Cultural”, arte e educação para jovens carentes de Salvador.

na Península Itapagipana, onde eu nasci e
me criei. Até hoje, meus pais moram lá.
Uma baianidade genuína é o que reflete o
povo da península e isso também faz parte
da nossa ação, teremos um museu
de memória da vida de Itapagipe”.
Margareth Menezes: Acho que o fato de ser artista já é uma ação ligada à responsabilidade social. Como vivemos num país com tanta carência de oportunidades, quando chegamos ao ponto de ter algum poder de mobilização, então começamos a pensar, a apoiar e a praticar ações sociais visando a ajudar as pessoas que precisam. Também não fazemos isso para parecermos bons, e sim para dar um retorno ao nosso povo pelo carinho, pela torcida. Claro que contamos com a presença de outras pessoas que são muito importantes para que esse trabalho seja realizado. Jaqueline Azevedo e Selma Calabrik são as guerreiras que estão me ajudando a tocar esse sonho.No final do ano passado, Margareth lançou novo CD - “Naturalmente”- que traz composições de vários artistas, entre eles Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Chico César, Zeca Baleiro e Gilberto Gil.
Revista Util: Como é isso, Margareth, reunir tantas feras neste CD? Fale um pouco desse trabalho?
Margareth Menezes: O CD “Naturalmente” está sendo muito bom para mim. Poder cantar essas músicas e exercitar todos esses sentimentos, expressões diferentes da de cantar música mais frívola, como fazemos durante o carnaval.A diferença é que o descompromisso dá lugar à atenção no "quê" e "como" estamos cantando essas coisas de amor, que pedem mais reflexões. Não adianta negar, o povo brasileiro gosta mesmo é de romance. Cantar Chico César, Nando Reis, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Pepeu Gomes, Zeca Baleiro, Luis Represas, enfim, é um grande sonho para mim, não estou negando nem me despedindo de nada do que eu já conquistei, mas estou me reinventando no meu ofício de cantar.Tem também uma música chamada “Matança” que é de um compositor baiano chamado Jatobá. Ele mora no Rio e essa música eu acho muito especial, pois é um verdadeiro protesto ecológico que dediquei à ex-ministra Marina Silva. Por sua luta honesta e por sua história de vida, acho que ela merece toda nossa admiração.
Margareth Menezes: “Lua no Mar” é uma composição minha e do Robson Costa. Nos meus CDs, eu sempre incluo uma ou algumas músicas minhas, e essa está muito especial, ficou com uma cara meio bossa. Na verdade, aí tem as mãos de Mazzola na proposta, e do maestro Ricado Leão nos arranjos, que deram uma elegância particular à música. Quero aproveitar também para ressaltar a importância deste maestro que tive o prazer de conhecer, um músico fantástico e grande arranjador.
Margareth Menezes: Eu adoro essa música. Cheguei a cantá-la por muito tempo nos meus shows. Quando surgiu a ideia do projeto, falei com o Mazzola sobre essa música e ele gostou.Esse laboratório pelo qual passei para cantar essas músicas foi muito interessante. Num primeiro momento, parecia distante devido a vícios que, às vezes, adquirimos quando estamos exercitando só um lado da interpretação. Eu tive que mergulhar em mim, buscar meu início de carreira, quando fazia teatro sob a orientação da professora Hebe Alves, que em duas aulas me fez resgatar essas emoções guardadas. Existe muita coisa nas entrelinhas do canto que só com estudo e exercício é que se conquista.
Margareth Menezes:A realização do artista é a atividade, a dinâmica de atuar. Já aconteceram muitas coisas ao longo da minha carreira, experiências ruins e boas, e isso nos dá uma bagagem importante para traçarmos novos rumos. Vim do teatro e do canto na noite, cantei em muitas casas de Salvador, me apresentei como atriz, também em vários palcos, por um período de sete anos. Depois que gravei a música “Faráo”, aí comecei a ser convidada para cantar em trios elétricos, mas sempre preservei o lado da pesquisa, do diferencial na sonoridade, nos temas e no jeito de cantar. O Brasil é grande, o mundo é grande, e a minha sede de cantar é enorme. "Nem que eu bebesse o mar / encheria o que eu tenho de fundo!"( Djavan). Então, ainda tenho muito pra fazer até me dizer realizada. O reconhecimento me fortalece, mas não me sacia. No Brasil, viver de arte é dar nó em pingo d'água, é atividade e sinto que ainda tenho muita coisa pra fazer.
Revista Util: Voltando lá atrás, no início de tudo, quem foi o seu grande incentivador ou mentor?
Margareth Menezes: Quem primeiro me sacou foi minha mãe, acho que pelo fato de na família dela ter meu avô José, que tocava violão, e meus tios, que faziam samba de roda. Ela ficava mais tempo com a gente, porque meu pai trabalhava, então ela tinha muita atenção para nossas manifestações. Depois, já na escola, tive uma pessoa que, realmente, foi muito importante, meu professor de teatro Reinaldo Nunes, que me esinou as coisas essenciais sobre como usar o palco, que eu trago comigo até hoje.
Revista Util: Um agradecimento especial?
Margareth Menezes: Agradeço ao Mestre Divino tudo que eu venho recebendo da vida, nas dificuldades, eu aprendo a crescer e a reconhecer o valor real de acreditar num Deus Supr
emo que me acolhe. Na bonança, eu quero agradecer e aprender, mais e mais, a viver melhor pra conhecer Deus. Esse é o agradecimento que eu trago em meu coração, a todo momento, agradecer por estar viva e por ter saúde, por enxergar, poder andar e poder trabalhar, e poder amar.Revista Util: Este ano você completou 10 anos à frente do bloco “Os Mascarados”, que revitalizou o carnaval à fantasia em Salvador e, hoje, faz parte do calendário festivo da cidade e recebe turistas do mundo inteiro. Quais os planos para o bloco daqui pra frente?
Margareth Menezes: Realmente, foram 10 anos para poder estabelecer esse diferencial da fantasia no carnaval. Eu acredito muito em ciclos e agora, estou iniciando um novo movimento em minha vida, ainda não sebemos com será o próximo ano, mas eu sei que esse ano foi especial.
Revita Util: Você já gravou com Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chitãozinho e Xororó e Ivete Sangalo. Participou do projeto Tribalistas, cantando, tocando e na parceria da música “Passe em Casa”. Cantou com Rita Lee, Titãs, Lenine, Elba Ramalho, Sandra de Sá, Hermeto Pascoal, Alcione, David Byrne, Vanessa da Mata, Milton Nascimento, Daniela Mercury, Carlinhos Brown – amigo e parceiro –, Cássia Eller, Zélia Duncan e, mais recentemente, com Gal Costa e Maria Rita, na Espanha. Com quem ainda gostaria de gravar ou dividir o palco?
Margareth Menezes: O nosso país é muito lindo e cheio de gente boa fazendo música bonita. Sinto a música como uma possibilidade de unir as pessoas. Dividir uma música é, na verdade, somar emoções, embelezar o momento e engrandecer a canção.
É preciso muito mais espaço para falar da
Margareth, ela é um livro em constante construção
A cada momento cria algo novo, realiza novos
projetos, transborda energia do seu canto.
Revista Útil: Um grande amor?
Margareth Menezes: Meu marido, minha mãe e todas as crianças do mundo.
Margareth Menezes: Uma criança, duas crianças, um bocado de crianças felizes.
Margareth Menezes: Eu sonho que as crianças sejam cada vez mas respeitadas no Brasil. Essa onda de violência sexual contra crianças e adolecentes que está circulando no nosso país é um verdadeiro pecado. E também sonho que nas novelas brasileiras tenham exemplos de famílias mais equilibradas. Nós estamos precisando resgatar o respeito familiar, tão necessário para que nossas crianças e nossos jovens se sintam mais seguros. O lugar de cada um numa família é muito importante para essa referência. É isso que eu desejo para as famílias de todo Brasil. Que Deus abençoe toda essa gente boa. Beijos, Margareth Menezes.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
AfroReggae
Como é bom olhar para o país e conhecer o Brasil que dá certo. Aquele B R A S I L forte, varonil, onde seus filhos não fogem à luta. Um Brasil que se faz e não espera acontecer. São vários exemplos espalhados pelo território nacional, gente que arregaçou as mangas e fez a diferença para comunidades inteiras. Gente que mobilizou o coletivo e transformou a realidade local. E um grande símbolo de transformação social é o Grupo Cultural AfroReggae.
Criado há 15 anos na Favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, foi buscar na arte a ferramenta de construção da cidadania de diversos jovens.Agora vamos conhecer este trabalho, sua origem, seus frutos, os caminhos trilhados, o sucesso alcançado. Vamos descobrir, juntos, a força de uma idéia, a trajetória de luta e de conquistas.
Gigante pela própria natureza
Assim podemos descrever José Júnior, coordenador executivo do AfroReggae, que tirou da adversidade energia para mudar, empreender e fazer diferente. O sujeito, que lá atrás, se indignou com a violência na porta de casa, que reagiu e nos mostrou que é possível transformar.
Revista Util: Júnior, em 1993 o Brasil assistiu, com perplexidade, à barbárie ocorrida em Vigário Geral, na qual policiais militares mataram 21 moradores, em represália ao assassinato de quatro PMs por traficantes. Conta pra gente como esse episódio transformou uma comunidade inteira e impulsionou tantas mudanças sociais?
José Júnior: No AfroReggae, nós acreditamos muito no efeito Shiva, Deus que precisa destruir para reconstruir. A chacina foi uma barbaridade e nós nos instalamos em Vigário, porque sentimos que precisávamos fazer alguma coisa ali. Não sabíamos o quê exatamente, era algo intuitivo e, ao mesmo tempo, urgente. O AfroReggae havia sido criado naquele ano, mas éramos um jornal – o AfroReggae Notícias – que destacava a cultura afro-brasileira. A tragédia nos levou para a favela e lá começamos as oficinas. Não era um esquema profissional como o que temos hoje. Aprendemos muito enquanto ensinávamos. Quando houve esse episódio, muitas instituições se instalaram em Vigário, mas o AfroReggae foi uma das poucas que por lá permaneceu. Não só ficamos lá, mas de lá criamos outros braços, outras pontes e outros trabalhos.
Revista Util: Da dor à esperança. Do trabalho à realização. Ainda neste início do projeto, o que você destacaria como fatores determinantes para tantas conquistas sociais e culturais?
José Júnior: A vontade e a crença foram as grandes alavancas de tudo. Vontade de mudar, de transformar. Em nenhum momento, por mais que o cenário fosse complexo (e tivemos muitas adversidades durante toda a nossa trajetória), deixamos de acreditar e querer. Não podemos esquecer nunca que tivemos pessoas-chaves que foram fundamentais para ajudar a projetar o AfroReggae e, conseqüentemente, contribuíram muito para nossas conquistas. A ida do Caetano Veloso e da Regina Casé, hoje nossos padrinhos, a Vigário, fez com que a imprensa, pela primeira vez, destacasse aquela favela numa matéria positiva, num caderno de cultura. Antes, Vigário só aparecia nas páginas policiais. Outra pessoa fundamental foi meu amigo e eterno guru, o poeta Wally Salomão. Ele me levava a festas repletas de artistas e formadores de opinião e dizia: "Como você não conhece o AfroReggae?", de uma forma tão indignada que era capaz de constranger o mais bem informado dos intelectuais. A partir daí, ele explicava o projeto com aquele entusiasmo que só ele tinha e, naturalmente, ampliava os horizontes do AfroReggae.“Nossos bosques têm mais vida...”Mais flores, mais esperança, sonhos e muitas outras conquistas. Hoje o projeto atende mais de 2 mil pessoas de diversas regiões, como Vigário Geral, Cantagalo, Parada de Luca e Morro do Alemão. Os jovens participam de oficinas, buscam programas ligados à arte, à cultura afro-brasileira e à educação. É valorização da vida.
Revista Util: Percussão, teatro, grafite, basquete de rua, dança...enfim, uma gama de atividades é oferecida aos jovens carentes dessas comunidades. Você diria que a arte tem vencido algumas batalhas contra as drogas? E você acredita que é possível ganhar essa guerra?
José Júnior: A arte venceu muitas batalhas contra as drogas e o AfroReggae está repleto de exemplos concretos desta guerra. Temos muitos ex- usuários e, principalmente, muitos ex-traficantes. Os agentes desta guerra mudaram de lado e, hoje, são agentes da paz. Mas o traficante da favela não é o grande responsável pelo tráfico de drogas. As indústrias mais lucrativas do mundo são as de drogas e de armas e não vejo uma solução rápida e simples para essa questão. O AfroReggae trabalha o coletivo , mas acho que nossos resultados são sólidos, porque damos muita atenção para o indivíduo, consideramos cada caso. O que é uma boa solução para um, pode não ser para o outro. E, trabalhando desta forma, você acaba conseguindo de fato alterar uma realidade.
Revista Util: Você é contra ou a favor da legalização das drogas e por quê?
José Júnior: Contra. Cresci num meio onde havia muita droga e convivi com toda a degradação e destruição que elas podem causar. Não acho que este acesso deve ser facilitado de forma alguma. Além disso, é ilusório achar que bandido ia ficar sem ter fonte de renda por causa da legalização das drogas. A violência ia se transformar, ia mudar de foco, mas não ia acabar por causa disso. Acredito até que poderia aumentar muito, pois eles teriam que vir mais ao asfalto para conseguir dinheiro e os conflitos seriam bem maiores. Na Holanda dá certo, mas eles têm uma estrutura sócio-cultural completamente diferente do Brasil. Não dá para a gente simplesmente importar esse modelo se não temos a mesma educação para as crianças, o mesmo sistema de saúde, o mesmo sistema de previdência e o mesmo histórico. Não é simples assim.
Revista Util: A ONG rompeu fronteiras e ganhou o mundo. Presta consultoria para diversos países. O Grupo Cultural AfroReggae faz shows e leva oficinas, workshops de percussão, teatro e diversas outras atividades para fora do país. O Brasil mostra a sua cara, e a fisionomia é bela e transformadora. Isso é fato e não se discute. Agora eu pergunto, o nosso modelo é universal? Pode ser aplicado por outros países que vivem também situações de pobreza e violência? Exemplos?
José Júnior: Sim e por isso conseguimos exportar o que chamamos de tecnologia social. O Brasil é um país miscigenado e a sociedade sempre foi mais tolerante com as diferenças simplesmente porque aqui todos somos diferentes. Obviamente existem barreiras e preconceitos, mas o brasileiro teve que aprender quase que naturalmente a lidar com o adverso. Temos uma capacidade de nos comunicar que vai muito além da língua. A linguagem corporal é muito forte. O AfroReggae tem uma técnica de trabalho que é a mesma em qualquer lugar do mundo e pode ser absorvida por qualquer cultura. Se no Brasil atuamos sobretudo com meninos ligados ao tráfico, na Índia capacitamos jovens que são aliciados por terroristas. Na Inglaterra o trabalho é mais voltado para a juventude pobre, da periferia, imigrante. Mas a forma que exercemos o nosso trabalho e a capacitação se dá exatamente do mesmo modo.
Revista Util: O sucesso da Banda AfroReggae tem atraído outros jovens que desejam trilhar o mesmo caminho de sucesso artístico e modelo social. Já temos aí, Banda Makala Música e Dança, Afro Lata, Afro Samba, Afro Mangue, Tribo Negra, Akoni e Kitôto. De que forma essa multiplicação artística contribui para as suas comunidades?
José Júnior: Contribui diretamente, porque gera renda na medida em que esses grupos já têm uma agenda de apresentações e recebem pelos shows que fazem. Além disso, eles ganham auto-estima. Dá para os meninos capacidade de realização de sonhos. Eles viajam para o exterior, conhecem gente, fazem intercâmbios, têm workshops. Hoje eles podem viver da arte, o que é difícil em qualquer lugar do mundo, mas para eles, que são da favela, isso já é uma realidade. Paralelamente, toda a comunidade passa a ter mais acesso à cultura, à informação e à arte.
Revista Util: E as nossas leis. A Constituição Brasileira é o desejo mais puro e humano de igualdade social. O Estatuto da Criança e do Adolescente, que completou maioridade este ano, protege nossos jovens e crianças como o seio materno. Mas está tudo no papel, a realidade é outra. Você acha possível fazer cumprir a lei? É possível materializar o que está escrito?
José Júnior: Lógico que sim. Mas para isso, a corrupção tem que acabar. E o brasileiro tem o hábito de sempre botar a culpa no outro. Só que se esquece de que se existe um policial corrupto é porque ele é corrompido. Mas quem corrompe? É a sociedade civil. Isso foi apenas uma exemplificação, mas o fato é que a corrupção está em todas as esferas da sociedade.
Revista Util: Começamos 2009. Quais são seus projetos para o novo ano?
José Júnior: Muitos. Em março iremos inaugurar o Centro Cultural Wally Salomão em Vigário. É um projeto audacioso, já que será o primeiro grande centro cultural do Rio de Janeiro dentro de uma favela. A idéia é que as pessoas saiam da Zona Sul para irem ver as mostras e eventos que ocorrerão por lá. A programação vai ser "de primeira linha", com curadoria do Hermano Vianna. Também queremos expandir a marca Conexões Urbanas, criando mais pontes para eliminar os guetos em que a sociedade se dividiu.
Revista Util: Um pensamento?
José Júnior: Onde os outros não vêem saída, a gente vê arte.
Revista Util: Uma inspiração?
José Júnior: Nada mais inspirador do que o ser humano.
Revista Util: Um agradecimento?
José Júnior: A todos que contribuem para o AfroReggae, sobretudo nossos patrocinadores institucionais Banco Real, Natura, Petrobras e Vale. À TIM também, que é uma grande parceira em eventos específicos, como o circuito de shows do Conexões Urbanas, o Conexões Funk e o Orilaxé. Também não posso deixar de citar os governos estaduais do Rio e de Minas, que são fortes parceiros.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Nós do Morro: arte e cidadania
Alguns projetos brasileiros mostram sua força e seu poder de mudança, assim é com o NÓS DO MORRO, há mais de duas décadas, transformando a vida em arte.
O Grupo, fundado em 1986, no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, entrou em cena para que crianças e jovens da comunidade tivessem acesso à arte e à cultura. Tudo começou com uma grande sacada do jornalista e ator Guti Fraga e de um grupo local que lançaram o Projeto Teatro-Comunidade.
Nessa caminhada, produziram espetáculos no Centro Comunitário do padre austríaco-alemão Hubert Leeb. Dez anos depois, já com alguma bagagem, inicia-se uma nova fase na Escola Municipal Almirante Tamandaré. O grupo conquista o público, recebe prêmios e é reconhecido por toda sociedade.
Nós do Morro entra no século XXI com apoio da Petrobras e com estrutura disciplinar e administrativa. As turmas são divididas por faixa etária, ganham uma grade curricular, se profissionalizam.
Teatro, cinema, canto, dança, música: a soma que multiplica e transforma a realidade de milhares de jovens. Nós do Morro é uma marca sólida, que promove integração social e cultural. Trabalho reconhecido no Brasil e no mundo.
O grupo Nós do Morro contribui significativamente para o teatro e o cinema brasileiros – contribuição expressa na realização de 19 espetáculos profissionais e seis curtas-metragens - a trupe mostrou, principalmente, a arte de quebrar preconceitos ao transformar o Vidigal em um dos mais importantes polos culturais da cidade do Rio. Em 22 anos, mais de 1.600 crianças, jovens e adultos passaram pelas oficinas do grupo de formação de atores e técnicos e alguns – como
O diretor Guti Fraga, idealizador da iniciativa, é rápido ao analisar o porquê do sucesso. “Desde o início, nós buscamos a qualidade. Só ela é capaz de quebrar estereótipos e construir algo positivo. Aqui, mais do que viver arte, nós vivemos cidadania, solidariedade e disciplina”, conta ele, que junto com os diretores Luiz Paulo Corrêa e Castro, Zezé Silva e Fred Pinheiro coordenam as atividades das 21 oficinas oferecidas no Casarão, sede de 1.000 m2 que o Nós do Morro mantém na comunidade da Zona Sul carioca. Atualmente, a entidade reúne 30 professores e 480 alunos.

Das conquistas do período, Guti destaca os importantes prêmios - dentre eles, o Shell (categoria Especial), o Mambembe e a Menção Honrosa da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) - a construção do Teatro do Vidigal, com capa
cidade para 80 pessoas, e o intercâmbio com outros países, que possibilitou a coprodução de filmes e a apresentação do Grupo no festival The Complete Works, promovido pela Royal Shakespeare Company, na Inglaterra, em 2006, e no Barbican Center, em 2008.
“Outro ponto muito legal é o caráter multiplicador do nosso trabalho, que hoje atende também à população do interior do estado. Já estamos realizando trabalhos em Saquarema, Itaocara, Japeri e Nova Iguaçu”, enumera Guti, acrescentando que fortificar a atuação nessas cidades, construindo uma sede e um teatro em cada uma delas, é o grande desafio dos próximos anos.
Util: Guti, o sonho já virou realidade ou ainda há muito trabalho pela frente?Guti Fraga: Acho que o sonho já virou realidade e a realidade quer dizer muito trabalho pela frente. Mas é um privilégio ter muito trabalho pela frente.
Revista Util: Voltando no tempo, lá naquele início, você poderia imaginar essa trajetória de sucesso e realizações?
Guti Fraga: Não, eu nunca poderia imaginar que as coisas caminhariam pela ideia do sucesso. Mas eu me sinto muito realizado em saber, e no meu coração eu tenho certeza disso, que
Revista Util: Como toda favela brasileira, o Vidigal também convive com a droga e o tráfico. Você acredita que o projeto consegue tirar o jovem dessa roubada?
Guti Fraga: Não digo que o projeto tira as pessoas desta roubada. Eu diria que o projeto dá uma outra opção, assim como estudar, trabalhar na feira ou de balconista também são caminhos possíveis e seguidos por muitos. São muitas as possibilidade, mas é claro que o Nós do Morro é uma opção - e uma opção próxima - de socialização. A arte tem o poder inimaginável de mudança e é uma escolha social e uma escolha de vida.
Revista Util: Me fala mais do homem Guti Fraga. Você era estudante de medicina, e como sua vida foi direcionada para o teatro? Como aconteceu essa mudança de caminhos? Ou estudava medicina e já era um apaixonado pelas artes?Guti Fraga: Eu, na verdade, comecei a fazer teatro em Goiás. Éramos um grupo mambembe. A gente tinha uma kombi com a qual rodávamos o interior do país fazendo espetáculos. Quando conseguíamos juntar um dinheirinho, colocávamos gasolina e partíamos para a próxima cidade. Isso fortaleceu muito meu caminho, porque, mesmo muito pobre, eu tive essa oportunidade desde cedo. No entanto, a gente sentia necessidade de ter um curso profissional e isso não existia em Goiás na época. Então eu fui morar na Argentina, fazia medicina pela manhã, agronomia à tarde e teatro à noite. Em um determinado momento, larguei a medicina e a agronomia, voltei para o Brasil e vim morar no Rio. Aqui minha vida mudou. Continuei a fazer teatro e comecei a estudar jornalismo, faculdade que concluí. Hoje continuo sendo como eu sempre me intitulo: um "peão" da arte, com muito prazer, sim senhor!
Revista Util: E qual foi a inspiração para criar o Nós do Morro?
Guti Fraga: Minha inspiração vem muito da experiência de morar no Vidigal, local onde vivo há 33 anos, e da minha vida profissional com a Marília Pêra. Trabalhei com ela de 1981 ao início de 1986, e ela foi a pessoa que abriu meu olhos para a vida, meu coração, minha arte e elevou a minha autoestima. Com a Marília, adquiri conhecimento no trabalho e na vida. Foi o que me fortaleceu. A ideia veio mesmo quando nós viajamos a Nova Iorque e conheci a qualidade dos espetáculos off- -off-Broadway, que tinham características experimentais, não amadoras. Lembrando-me dos talentos que já havia reconhecido no morro, pensei que seria possível fazermos algo semelhante por aqui. Assim que retornei ao Brasil, reuni um grupo para dar início ao projeto. Eu fui um pobre que teve todas as oportunidades na vida e via tantas pessoas talentosas no Vidigal, pessoas com quem eu convivia na comunidade e não tinham
Revista Util: É um homem realizado?
Guti Fraga: Não me sinto um homem realizado. É muito doido isso, porque o que é sentir-se realizado? Sentir-me realizado como? Pois se todo ano lutamos para ter patrocínio, lutamos para ter parcerias com dignidade... Às vezes, você está com uma leva de pessoas e acha que
chegou, que atravessou caminhos, processos de crescimento e momentos da vida. Mas aí você olha para trás e vê que tem uma legião de pessoas que estão vindo com as mesmas necessidades. Então a vida é realmente um eterno recomeçar. E este eterno recomeçar também é um privilégio, temos que estar abertos para as mudanças, para as inovações e para as transformações e vamos caminhando desta forma, buscando o equilíbrio da vida através da arte.
Revista Util: O que falta?
Guti Fraga: Falta, depois de 22 anos, eu tirar férias, falta não ter gastrite por falta de apoio ou patrocínio. Se eu for falar, vão ser muitas coisas, falta estrutura. Fico sempre muito triste nessa época do ano, por exemplo. Todo início de ano somos procurados por muitas
pessoas, mais de mil, mas só temos oitenta vagas. Isso realmente me entristece e me dói o coração. Falta espaço físico, falta construir nossa sede oficial, enfim, vamos lutando, pois também temos que agradecer tudo que conquistamos até agora. E este pedaço que conseguimos é maravilhoso.Revista Util: Qual a mensagem você deixaria para o nosso leitor?
Guti Fraga: Independente de classe social, o ser humano sonha. E temos que acreditar em nossos sonhos, não abrir mão deles por nada. A vida levada através da arte é mais bonita de ser vivida. A vida é uma só, viva intensamente e acredite que só o coletivo tem a força para transformar. Acredite na solidariedade de verdade, respeitando o próximo, não jogar papel no chão e nem guimba de cigarro, enfim, é isso.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
São João, acenda a fogueira do meu coração

Anavantur
Caminho da roça
Aí vem chuva
Os santos já estão reunidos: Santo Antônio, São Pedro e São João.
É hora de escolher a chita mais bonita, remendar as calças dos cavaleiros e dançar quadrilha.
Em junho, pipocam “arraiás” nos quatro cantos do país.
No nordeste, por exemplo, festejo junino é tempo de celebração e agradecimento. A data é a mais importante no calendário oficial de diversas cidades, atrai turistas, incrementa a economia e o forró contagia a multidão. Como o mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos, e, nesta região do país, a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras, que servem para manter a agricultura. Pelo menos, esse foi o motivo inicial de toda essa tradição. Porque hoje a conversa é outra.

Músicas, comidas típicas, vestimentas, bebidas, ornamentos, simpatias, histórias, danças, a festa junina é uma parte riquíssima da cultura brasileira. Do banco escolar à vida universitária, passando por clubes e espaços públicos, a festa caipira agrada a todas as idades. Pode ser o forró, o xote ou o baião de mestres como Gonzagão, ou a viola caipira do interior do Brasil. Mas, como tudo isso começou?
Caipira, sim sinhô
Será? Os livros de história contam que as festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações brasileiras e portuguesas historicamente relacionadas à festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "Festa de São João". Além de Portugal, a tradição veio de outros países europeus cristãos a partir de meados do século XIX. Ainda antes, porém, a festa já tinha sido trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras. Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos (França, Irlanda, países nórdicos e do Leste europeu).
Fé, muita fé, minha genteConfessei-me a Santo Antônio,
confessei que estava amando.
Ele deu-me por penitência
que fosse continuando.
Tem muita gente que tem tanta fé no santo casamenteiro que espera pela data com o enxoval quase pronto. Aí é simpatia, reza, promessa. A Dona Maria Emília, por exemplo, conta que foi em 1973, no interior de Minas, na cidade de Varginha, que fez uma simpatia para Santo Antônio e, no ano seguinte, estava casada. Diz ela que ensinou para muitas amigas, até para as filhas, e está todo mundo bem casadinha. Assim diz a comadre.
Bom, você quer tentar? A simpatia que deu certo para Dona Emília é a seguinte: à meia-noite do dia 12 de junho, quebre um ovo dentro de um copo com água e o coloque no sereno. No dia seguinte, interprete o desenho que se formou. Se aparecer algo semelhante a um vestido de noiva, véu ou grinalda, o casamento está próximo. Se der certo pra você, escreva pra gente pra contar e não deixe de nos convidar para o casamento.

Pense bem, véspera de Santo Antônio é o dia dos namorados. Quem sabe esse ano seus desejos não se realizam. Mas deixando Antônio de lado, na sequência, vêm João, 24 de junho, e Pedro, 29 do mesmo mês, marcando o encerramento dos festejos juninos.
Pedro, o pescador, tornou-se apóstolo e acompanhou todos os atos da vida de Jesus. A tradição popular interpreta uma passagem bíblica, em que Jesus Cristo diz: "Eu te darei a chave do reino dos céus. A quem abrires será aberta. A quem fechares será fechada". Daí São Pedro ficou conhecido com o Porteiro dos Céus.
Vários costumes juninos representam atos em homenagem a São João. A fogueira, por exemplo, lembra o anúncio do nascimento de João Batista, filho de Isabel e primo de Jesus, à Virgem Maria. Como era noite e Isabel morava em uma colina, esta foi a maneira encontrada para o aviso.
Por este motivo, nas noites de junho são montadas fogueiras como forma de celebração. Para a Igreja Católica, o acontecimento significa algo mais: preparar a vinda de Jesus. No sertão, o batismo de João também é lembrado com banhos à meia-noite no rio mais próximo.
Agora programe-se:Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, atraem multidões, são as duas maiores festas do Brasil. No ano passado, os dois municípios, durante todo o mês de festejos, receberam cerca de 4 milhões de visitantes, movimentou 20 milhões de reais e gerou 5 mil empregos temporários. Se você deseja conhecer, se apresse, os hotéis ficam lotados.
Mas lembre-se de que os nove estados nordestinos: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe já estão com toda programação para os festejos.
E se você busca São João com solidariedade, o endereço na cidade maravilhosa, é o Jockey Club da Gávea, com o Arraiá da Providência, conhecido como “Roça in Rio”. A festa já faz parte do calendário oficial da cidade e reúne personalidades do mundo artístico e a nata carioca. O ingresso custa R$ 20,00. Todos os detalhes no site www.bancodaprovidencia.org.br/arraial.
Outra boa opção é a festa junina do Retiro dos Artistas, que oferece muitos shows, quadrilhas e comidas típicas. A renda é revertida para a instituição com o mesmo nome, que abriga 50 atores veteranos no Rio de Janeiro. Diversão com solidariedade é sempre muito bom. Mais detalhes, http://www.casadosartistas.org.br/.
Então vamos lá:
Anavantur (em avant tout)
Anarriê (em derrière)
Balancê (balancer)
Travessê de cavalheiros (travesser)...
Fonte: WIKIPÉDIA -
Por Tereza Dalmacio/Fotos Luciano Lellysdomingo, 14 de junho de 2009
Voluntários da Pátria
Sabe aquelas misturas que encantam, que invadem a alma, que preenchem? Assim debruço meu olhar, apuro meus sentidos e sinto a força e a poesia de quem tem muito a dizer.Pode ser um grito ou um sussurro, mas a mensagem vem sempre carregada de paixão, de apelo social, não à violência, basta à injustiça, uma coragem assustadora, gerada na dor, parida no desejo de mudança.Quanta beleza, quanta indignação.
É um hino...
R E T U M B A N T E !!!
Em cena o Brasil que desejamos... com personagens verdadeiras, gente de carne e osso, que sente, transpira, inspira, que sacode essa terra verde e amarela. A verdadeira soma que multiplica.O Tico descreve (no site) o projeto de forma direta, objetiva, transparente.
Pedro PoetaIgor Cotrin
Edu PlanchêsTico Santa Cruz
Glad AzevedoTavinho Paes
Betina KoppGean Queiroz
Mel Tofanello
V o c ê
“Poetas, atores e músicos interpretando textos, crônicas, poemas de autoria própria em performances de improviso. A ordem é: Sentir e expressar. Não tem um roteiro e nem uma direção específica, o que dá ao espetáculo uma espontaneidade e uma aura de mistério, surpresas e descobertas.O "Voluntários da Pátria" é um grupo voluntário criado por Tico Sta Cruz (Detonautas) para desenvolver nas universidades e escolas públicas e particulares um diálogo poético-literário, onde o público participa da apresentação e expressa suas impressões”.
http://www.voluntariosdapatria.org/
É isso, mas também é muito mais que isso. Ver este grupo contagia, provoca, tira da inércia, da mesmice. Vamos conhecer um pouco mais do VP com o vocalista dos Detonautas (entre tantas outras coisas) Tico Santa Cruz e a atriz Betina Kopp.
RB: Você não acha que o Voluntários da Pátria divide muito mais que a cultura, divide o desejo de ter e poder contribuir com um país mais justo, sem violência?Betina: Sim. O grupo busca a arte como elemento transformador, capaz de motivar e encorajar uma postura ativa na sociedade. A arte funciona como elo de ligação, é através dela que tocamos os corações e chamamos para a reflexão do bem comum. Paralelamente ao "Circuito de Poesia, Música e reflexões coletivas", o grupo participa de manifestações, campanhas pela valorização da vida e montagens de bibliotecas em comunidades carentes e carceragens. Tico: Vejo no Voluntários da Pátria uma excelente oportunidade de dialogar com os jovens, adolescentes e até crianças a respeito de assuntos que formam a base para uma sociedade justa e mais humana. Temas como cidadania, política, educação, literatura, música, abordados de maneira lúdica, numa linguagem acessível e divertida, que ao mesmo tempo instiga e leva o questionamento. A arte e a cultura salvam vidas com certeza.
Betina: Sim. O grupo busca a arte como elemento transformador, capaz de motivar e encorajar uma postura ativa na sociedade. A arte funciona como elo de ligação, é através dela que tocamos os corações e chamamos para a reflexão do bem comum. Paralelamente ao "Circuito de Poesia, Música e reflexões coletivas", o grupo participa de manifestações, campanhas pela valorização da vida e montagens de bibliotecas em comunidades carentes e carceragens. Tico: Vejo no Voluntários da Pátria uma excelente oportunidade de dialogar com os jovens, adolescentes e até crianças a respeito de assuntos que formam a base para uma sociedade justa e mais humana. Temas como cidadania, política, educação, literatura, música, abordados de maneira lúdica, numa linguagem acessível e divertida, que ao mesmo tempo instiga e leva o questionamento. A arte e a cultura salvam vidas com certeza.
Tico: Vejo no Voluntários da Pátria uma excelente oportunidade de dialogar com os jovens, adolescentes e até crianças a respeito de assuntos que formam a base para uma sociedade justa e mais humana. Temas como cidadania, política, educação, literatura, música, abordados de maneira lúdica, numa linguagem acessível e divertida, que ao mesmo tempo instiga e leva o questionamento. A arte e a cultura salvam vidas com certeza.
__________________________________________________________________
RB: O Voluntários da Pátria percorre todo o país, de norte a sul. Então conta pra gente, o nosso Brasil tem muitas caras? E quais são elas?
Betina: Nossa apresentação não tem roteiro e estimulamos muito a participação do público. É a participação deles que nos mostra quem são aquelas pessoas. O Brasil é muito grande e por isso encontramos diversidade sim. No Sul, existe um debate sempre produtivo, os estudantes são mais preocupados com a política. Mas de uma forma geral, norte, nordeste, centro-oeste, sudeste, todos passamos pelos mesmos problemas. E todos devemos nos unir por um país melhor e mais forte em toda sua extensão.
Tico: O Brasil é um continente, é um país que tem tudo para ser o melhor do mundo. Temos uma natureza exuberante, riquezas naturais que faltam a outras potências, temos terras férteis, litorais belíssimos, temos uma diversidade de raças que nos proporciona uma aquarela cultural enorme. O Brasil é um país jovem ainda, precisa sair da condição de colônia de exploração à qual fora submetido desde sempre. Despertar esse gigante é complicado, porém quando o povo tomar consciência de sua responsabilidade e de seu poder e entender que precisamos dedicar mais do nosso tempo ao crescimento coletivo, ao amadurecimento de valores e princípios éticos que nos possibilite conviver e evoluir como cidadãos conscientes, revir algumas posturas que são verdadeiros atrasos principalmente no que diz respeito à educação e à Justiça, então seremos uma nação verdadeira. Porém é preciso começar HOJE e deixar de lado esse negócio de país do futuro. Precisamos mostrar quem somos nós.
RB: Esse trabalho leva o jovem à reflexão? Já ficou registrada alguma mudança individual? O antes e o depois Voluntários da Pátria?
Betina: A simplicidade do projeto revela a facilidade de seguir com iniciativas como a do grupo, estimulando a criação de grupos regionais a criarem seu próprio grupo de ação coletiva. Em dois anos de existência, o grupo já colheu resultados positivos, sendo a resposta imediata durante e após as apresentações. Eu vejo a resposta imediata, durante a apresentação quando um jovem vem ao palco emocionado, carregado pelo desejo da ação para falar o que ele pensa. O importante é a motivação da iniciativa da ação, que em tempos atuais revela-se passiva. Em cidades nas quais o grupo retornou, pode-se acompanhar o desenvolvimento artístico de alguns e a formação de grupos interessados no bem comum.
Tico: Embora não tenhamos objetivos imediatistas, recebemos muitas informações de escolas principalmente onde, depois da passagem do Voluntários, grupos de leituras se formaram, jovens passaram a interagir mais com as artes e com a cultura, acima de tudo com os livros. Recebemos e-mails e mensagens de pessoas que passaram a dar mais valor a suas atitudes perante a sociedade e isso é um grande presente.
RB: Vamos voltar um pouquinho e contar para o nosso leitor como tudo isso começou? A motivação inicial? O encontro? O grupo? O voluntariado?
Betina: O encontro foi espontâneo. Sempre digo que esse projeto não saiu do papel, saiu do coração. O Movimento da Poesia no Rio de Janeiro está cada vez mais forte e ganhando adeptos que consideram a leitura a maior arma de mudança. Nesses movimentos o palco é aberto para qualquer forma de expressão artística, como acontece no Voluntários da Pátria. O grupo se conheceu no ‘Dizer Poesia – Universo da Leitura’ e se formou naturalmente por possuir interesses em comum. O Tico foi fundamental na formação do grupo, dando credibilidade para um grupo que ninguém sabia ainda o que era, nem nós. O desejo de FAZER foi a grande motivação.
Tico: Conheci todos os Voluntários da Pátria num sarau que acontece numa livraria no Rio de Janeiro. Após o assassinato de meu companheiro de banda, Rodrigo Netto, estava completamente desesperançoso com relação aos rumos que deveria tomar. Lá fiz novos amigos, encontrei outros horizontes e após uma maravilhosa experiência numa faculdade no município de São Gonçalo onde fomos assistidos por mais de mil alunos, percebemos que o grupo deveria prosseguir levando este mesmo formato de debates, música e poesia a outros lugares, carentes ou não. Nós enxergamos o Voluntários como a CRUZ VERMELHA das artes, somos apartidários e, embora tenhamos nossas ideologias, a principal bandeira é resgatar a força que a juventude tem na transformação de um país e, para isso, iremos a qualquer lugar, desde um shopping que as madames mais ricas freqüentam, até uma favela onde miseráveis passam fome. Nosso objetivo é abrir frentes para que possamos repensar o papel de cada um diante desse mecanismo.
RB: O grupo Voluntários da Pátria, já realizou vários protestos – diga-se de passagem, pra lá de criativos – como: depositar rosas vermelhas nas praias do Rio; colocar sacos de laranjas na frente do Congresso em Brasília; e se vestir de fantasmas para afastar a violência e a corrupção. A mídia sempre se mobiliza e registra essa luta, o jovem participa. E as autoridades, além de levarem um baita puxão de orelha, como se comportam diante do fato?
Betina: Os protestos são uma forma de mostrar que não estamos aceitando o que está acontecendo. As pessoas já se acostumaram aos escândalos e nada fazem para mostrar indignação. Nós queremos mostrar que não estamos alheios a toda essa safadeza que é a política brasileira. Os protestos têm sempre um caráter lúdico, a arte é nossa grande arma.
Tico: Os protestos têm como objetivo soar o alarme de que existem pessoas que estão atentas ao que está sendo feito. Chamamos a atenção da sociedade e buscamos mobilizar a opinião pública para determinados assuntos. A participação do povo nas ruas é fundamental para questões importantes como as que se referem aos direitos básicos do cidadão. Se somos capazes de fazer filas de dias atrás de ingressos para jogos de futebol e shows internacionais, precisamos usar a mesma energia para lutar por justiça, respeito e dignidade.
UTIL: Vocês acham que o Brasil tem jeito?
Betina: Precisamos acreditar que sim. Não podemos nos acomodar e perder as esperanças, ficar sem motivação. A união do povo é capaz de mudar muitas coisas, basta acreditar. “ESPERANÇA é como um girassol, que à toa se vira em direção ao sol. Mas não é à toa, virar-se para o sol é um ato de realização de fé.” (Clarice Lispector)
Tico: Só para a morte não tem jeito.
RB: Para encerrar nossa entrevista: um ping-pong. Uma palavra?
Betina: Movimento
Tico: Perseverança
RB: Um pensamento?
Betina: "...E assim a reflexão faz todos nós covardes. E assim o matiz natural da decisão se transforma no doentio pálido do pensamento. E empreitadas de vigor e coragem, refletidas demais, saem de seu caminho, perdem o nome de ação." Hamlet - Shakespeare
Tico: Reaja povo Brasileiro
RB: Um desejo?
Betina: Seguir com o grupo e conquistar cada vez mais adeptos pelo país. A união faz a força.
Tico: Ter saúde para lutar sempre.
O Projeto Voluntários da Pátria é aberto, é para quem quiser, para quem chegar com o coração aberto, a mente limpa e o desejo de mudar.
terça-feira, 9 de junho de 2009
PERFIL: Paulo Zulu
Fotos: Tatiana TehbeinPaulo Cezar Fahlbusch Pires, mais conhecido como Paulo Zulu. Carioca da gema, amante do mar, da natureza. Trocou o Rio de Janeiro por Floripa. Já desfilou nas passarelas do mundo, fez novelas globais, foi fotografado pelos grandes nomes da moda. Pai, marido, um homem realizado e de bem com a vida. Assim podemos definir um pouco desse modelo brasileiro que escolheu a simplicidade como companhia e a alimentação natural como filosofia de vida.
Paulo Zulu: Alimentação e disciplina para manter uma vida saudável.
TD: Para você, a alimentação natural é o caminho para a vida plena?
Paulo Zulu: Com certeza!!
TD: Como o seu corpo reagiu à mudança alimentar? Há um período de desintoxicação? É difícil esta fase?
Paulo Zulu: Foi uma mudança gradativa, comecei a fazer opções alimentares mais saudáveis, aboli carne vermelha e de porco, não senti nenhuma diferença radical de imediato.
TD: Que conselho você daria para quem quer mudar hábitos, escolher uma forma mais saudável de viver?
Paulo Zulu: Reeducação alimentar e a prática de esportes nos trazem a garantia de uma qualidade de vida positiva.
TD: Você começou a ganhar a vida como surfista profissional por volta dos 16 anos, na década de 70. Depois, as passarelas. Conta um pouco da sua trajetória pra gente?
Paulo Zulu: Como surfista profissional, sempre estive na mídia, as revistas especializadas faziam matérias comigo. Peguei algumas fotos minhas e levei para um agente (Sérgio Mattos) que adorou e começou a me oferecer trabalhos no Rio e em São Paulo. Depois fui para Paris e então, comecei a trabalhar no exterior, por onde fiquei por 5 anos.
TD: Rio de Janeiro. Nova York. Paris. Grandes cidades, o sonho de consumo de muita gente. Mas você escolheu o sossego da praia da Guarda de Embaú. Como foi essa troca do glamour pela simplicidade?
Paulo Zulu: Eu sempre fui um cara simples. E tento levar a vida da forma mais sustentável possível.
TD: Surfista, modelo e ator. Quando e como foi a sua estréia na Globo?
Paulo Zulu: No auge do meu trabalho de modelo no Brasil, fiz umas duas ou três participações em novelas, o resultado deve ter agradado a ponto de a emissora me convidar para representar um personagem. Isso foi em 1999/2000.
TD: O que mais gosta de fazer profissionalmente?
Paulo Zulu: Dentro de minha profissão, tudo.

TD: Você é casado com a também modelo, Cassiana Mallmann, tem dois filhos, Patrick e Derek. Com é o Paulo Zulu, pai?
Paulo Zulu: Um pai amigo, que se preocupa muito em definir bem os reais valores da vida para seus filhos, um pai apaixonado!
TD: Planos de aumentar a família?
Paulo Zulu: Não, dois filhos está bom.
TD: Já falamos do surfista, do modelo, do pai, e o Paulo Zulu empresário, dono de pousada ou é a Cassiana que administra o negócio?
Paulo Zulu: Os dois, eu administro as “roubadas” e ela administra a contabilidade e as burocracias.
TD: Qual a sua rotina?
Paulo Zulu: Quando não estou trabalhando, acordo cedo e vejo o mar, se tiver boas ondas, vou direto surfar, caso não tenha, faço outras coisas, corro, curto meus filhos, cuido da pousada, organizo meu barco de pesca...
TD: Para encerrar vamos fazer um ping pong rápido.
Esporte? Surf e jiu-jitsu.
Prazer? Estar no mar.
Uma paixão? Minha família.
Um sonho? Viver muito para curtir minha família ao máximo.
Um pensamento? Só o amor constrói.
sábado, 6 de junho de 2009
Nelson Freitas, de bem com a vida
Cinema, teatro, televisão, música, Colégio Militar, Marinha Mercante. Dessa mistura louca – Nelson Freitas, ator, humorista, um cara de bem com a vida e trabalhando a todo vapor. São mais de duas décadas divertindo o público com humor irreverente, leve e apaixonante.A estreia profissional foi em 1987, Teatro Cassilda Becker, São Paulo, com a peça “Nossa Senhora das Flores”. Texto de Jean Gennet, dirigido por Maurício Abud e Luiz Armando Queiroz.
Na sequência, muitos musicais dirigidos por Wolf Maia, José Fernando, Diogo Vilela, Cininha de Paula e Flávio Marinho. E muito mais estava por vir.
Várias novelas na TV Globo, entre elas, “Irmãos Coragem”, “Rainha da Sucata”, “O Mapa da Mina”, “Salsa e Merengue” e ”Filhas da Mãe”. Minisséries, mais novelas, inclusive fora do país. Cinema, mais teatro, mais televisão.
Nelson Freitas: Sempre fui o palhaço da turma... onde quer que estivesse, o meu prazer era fazer a alegria e a integração da galera... isso funciona até hoje, sou leonino, exibicionista, e adoro fazer as pessoas rirem. É uma vocação... e como tal, fiz dela o meu ganha-pão.
Nelson Freitas: Não existe um momento exato, pois sempre estive envolvido com arte, seja cantando em ban
das como a “Oscaravelho” que montei com amigos, em Mogi das Cruzes, onde nasci; em grupos vocais no Colégio Militar de Belo Horizonte, onde organizava festivais que arrebatavam uma multidão em BH, e em peças de teatro que montava na EFFOM (Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante) em que, depois de formado e viajando pelo mundo, fiz Análise de Sistemas na PUC do Rio e comecei a fazer um curso de teatro no Planetário da Gávea em 85. Aí danou-se... como diz o poeta Lulu: “nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia”...Nelson Freitas: Um “baita” problema...kk eles foram à loucura... “como é que você larga a Marinha e um futuro nos computadores, pra ser um fu... de um artista sem futuro, sem dinheiro??” mas até aí eu já mandava na minha vida e não queria deixar passar essa existência sem arriscar essa possiblidade... Deu certo... hoje sou o “isquidim” na cidade e, lá em casa, o “herói”, mas me considero mesmo um sobrevivente... todo mundo sabe o que é se manter ao sol nesse mercado, sem ter que fazer “teste do sofá” pra ninguém...kkk
Nelson Freitas: São operações distintas... o teatro é a forja, um exercício a cada sessão... a TV uma ciência imediata... não se tem tempo pra muitas elucubrações, há que se ter uma técnica de posicionamento e uma velocidade de raciocínio pra se formar um organismo entre os câmeras, o diretor de corte, o cenário, enfim... e o cinema uma linguagem artesanal, mais cuidadosa, pois se trata de um processo químico, os negativos são caros, a leitura da câmera requer precisão onde o foco se perde num espaço de 2 centímetros de movimento, mas em comum, todos os veículos precisam contar bem uma história que encante, que emocione, que inspire... essa é a função da arte.
Nelson Freitas: Acho que sim... eu canto, danço, faço rir, chupo cana, assovio... tudo em nome da arte e de um bom supermercado no fim do mês...
Nelson Freitas: Buenos Aires foi um deleite... fiz um teste no SBT pra uma novela (Pérola Negra), mas que não fui selecionado... Os diretores da Telefé Argentina, vieram atrás de atores para fazer a versão brasileira de “Chiquititas”, viram meu teste e me chamaram... aquelas coisas que a gente só entende quando fica velho... que nada é perdido e que até um pé na bunda te empurra pra frente... Fiz o protagonista durante dois anos, ao lado da Flavia “espetáculo” Monteiro, Gésio “amado” Amadeo, Débora “maravilhosa” Olivieri, e tantas outras crianças que depois despontaram na TV no Brasil. Foram dias de encantamento, e de muito trabalho, numa das cidades mais bacanas da América do Sul, que me trouxe um reconhecimento nacional, “tarimba” , e uma legião de fãs mirins que até hoje me identificam pela rua.
,Nelson Freitas: O “Zorra” é um fenômeno... um remanescente do bom e velho humor de bordão da TV Brasileira, assim como “Balança Mas Não Cai” , “Faça Humor Não Faça Guerra”, “ Planeta dos Homens”, e tantos outros estrelad
os pelo genial Jô Soares, e o amado mestre, Chico Anyzio, que inexplicavelmente, deixa saudades, ainda em vida, e com um talento e uma inteligência que fez rir tanta gente nesse pais... vai entender... Mas esse legado, tão bem conduzido por um dos maiores diretores de televisão que se conhece, Mauricio Sherman vem cumprindo sua função com honras e glórias... Inicialmente para ficar no ar por um curto período, já está completando, esse ano, 10 anos de uma alegria ingênua, doce, e despretensiosa, onde fui recebido com muito carinho por todos, e que entre tantos personagens, me alçou a uma categoria seleta que é a dos comediantes. Adoro trabalhar com essa produção e me sinto verdadeiramente valorizado e recompensado por estar trabalhando numa empresa que é um expoente internacional como a TV Globo.Nelson Freitas: É saber que aquilo que estamos fazendo naquele mundinho dentro do Projac, pode trazer alguns minutos de alegria a pessoas que, naquele momento diante da TV, amenizam os problemas e preocupações, seja uma criança enferma numa cama de hospital, alguém que perdeu um ente querido, e aquela infinidade de percauços que passamos na vida, e que, com uma boa risada, ativam, as suas células, melhoram seu sistema imunológico, e aliviam o sofrimento. Um pouco piegas, mas a mais pura verdade...
Nelson Freitas: Foram vários... nossos especiais de fim de ano são sempre memoráveis, e num deles, a personagem que eu tenho o maior orgulho, pois foi minha inteira criação, o “Carretel” recebe a visita do pai no Natal , que foi feito por ninguém menos que Agildo “fantástico” Ribeiro, vestido de “Carretel Pai” , e foi deveras emocionante.
Nelson Freitas: Não existe receita. Existe trabalho...que, como diz o “velho deitado” só vem antes do sucesso no dicionário... Eu queria fazer um espetáculo onde as pessoas se sentissem na sala de casa, como um bom bate-papo interativo com a plateia, falando do cotidiano dos relacionamentos, de um ponto de vista cômico, que é a base, o stand-up. Tive a felicidade de ser aceito pelo Chico para a direção em que a cada encontro foi uma aula de vida. a trilha sonora foi feita, com exclusividade, pelo talentoso Nico Rezende com o sax luxuoso do Leo Gandelman e histórias e causos compilados da vida... estreei em junho de 2007, no Bar do Tom e tenho viajado pelo Brasil de lá pra cá, daqui pra lá, sendo bem recebido por onde conseguimos levar o show. Está sendo uma oportunidade valorosa na conquista de um público que acaba conhecendo um artista que ele não v
ê no programa e que se surpreende com as “cretinices”, sempre num tom de improviso, mas que possui uma espinha dorsal poderosa alinhavada com a elegância e a chancela do “Amado Mestre”.Nelson Freitas: Meu conselho é: DESISTAM!! ... enquanto é tempo... é um dos ofícios mais complicados e desafortunados, desde os primórdios da civilização... as pessoas, em geral, só percebem o glamour da profissão, sem levar em conta os atributos que compreendem a vida de um ator... o “buraco” é muito mais embaixo... Mas se a pessoa tem a verve, o talento, a vocação, e a necessidade fisiológica de se expor, o que tenho a dizer é: segura na mão de Deus... e vai...
Um exemplo: Pelé
Um momento: O gol
Uma saudade: Dinamite no ataque
Um desejo: Vasco de volta na Série A
Um pensamento: Vasco campeão da Série A
Um sonho: Vasco campeão do mundo
Um prazer: O Futebol
Um amor: Precisa dizer?
Sua mensagem para o nosso leitor: “Guerra é guerra... qualquer buraco é trincheira...”
quinta-feira, 4 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Nosso quintal
Subi, desci.
Levei os amigos. Os amigos me levaram.
Juntos, trepamos em árvores, caçamos aventuras.
Mergulhamos , corremos, brincamos, CRESCEMOS.
Nos afastamos, mas ela sempre ali: soberbamente bela.
O tempo passou.
E quem um dia acariciou hoje maltrata.
Se não pela devastação, pelo silêncio.
A indiferença fere tanto quanto o machado.
domingo, 3 de maio de 2009
Mães, celebrando o amor
nidos, sendo comemorado sempre no segundo domingo de maio. Em pouco tempo, mais de 40 países adotaram a data.
Mas se procurarmos um pouco mais, há muitos outros registros na história, inclusive mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a mãe dos deuses. O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com suas mães. Era chamado de “Mothering Day”, fato que deu origem ao “mothering cake”, um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Tempo, tempo, tempo
História à parte, o que podemos afirmar é que a relação mãe-filho é visceral, vem de dentro, do corpo e da alma. Qual mãe não faz tudo por seu filho? E que relação é essa que carregamos para o resto de nossas vidas, que determina caminhos e serve de base para outras relações? A ciência explica os parâmetros psicológicos de tudo isso, mas aqui tratamos do afeto. Desse sentimento que brota de forma avassaladora, que torna a mulher plena, no olhar de tantos.
Bisavó, avós, pais, filhos – Dias das mães da Família Souza em 1963
Trecho da música do Titãs - Compositores: Arnaldo Antunes e Tony Bellotto
E na grande maioria dos lares brasileiros, a mãe continua sendo o alicerce. A mãe solteira, a mãe-pai, a mãe como chefe do lar ou dividindo espaço com o companheiro, o amor que liga mães e filhos, é bonito de se ver, de sentir e de passar para os mais novos. E para ilustrar, o jovem casal de 1963, sentado no canto direito da foto multiplicou: filhos, netos e muita gente pra chegar. Feliz Dia das Mães, para todas as mães aqui presentes e para você que nos lê nesse momento.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Encantamento
Não o passado, mas o presente,
aqui e agora, a soma de mim mesma.
Impressionante, somos um grande celeiro.
Abrigamos sorrisos, abraços, imagens multifacetadas,
retalhos de idas e vindas, fotos esmaecidas que ganham
cor e vibração com um olhar, um toque, um desejo perdido.
Continuo inebriada por esse sentimento de encantamento.
Resultado de minhas ansiedades ou quietudes? Tanto faz.
Apenas sei o quanto é bom sentir. O quanto é bom estar.
quarta-feira, 25 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Araka
ARAKAO QUE É?
"É um evento cutural de ponta: um multimix com artes plásticas, cineclubb (filmes, videos e fotografias ), música, poesia falada, performances e ...moda! Como evento cultural soa um tanto quanto austero para os tempos atuais, o evento se transforma em ...FESTA!
O diferencial é o seguinte: artistas de vários segmentos são conectados e trazem consigo seus convidados para uma festa particular dentro da festa geral ... ou seja: ninguém vai lá para fazer um trabalho: vai para se divertir com os amigos numa festa coletiva, onde outros estão fazendo o mesmo." Tavinho Paes.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

EU - os amo.
Um - É FILHO.
A outra - PRIMA. Irmã, comadre, peça viva de minha história de vida.
ELE. Doce. Forte. Meigo. Vibrante. Amigo. Inteligente. Bem humorado. De bem coma vida.
ELA. Forte. Vibrante. Astuta. Inteligente. Implacável. Amiga. Bem humorada. De bem com a vida.
ELE E ELA. Aquarianos. Belos. LIVRES – LEVES – SOLTOS.
Tivemos uma semana de risos, gargalhadas, abraços, beijos, encontros...
CIRCULO DE LUZ. No aniversário dele. No aniversário dela.
DOIS MOMENTOS. Distintos. Iguais. Singulares.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Previsões para 2009...
Contrariando todas as previsões econômicas, começamos o novo ano com mudança, transformação e crescimento. A nossa equipe vibra com o resultado e apresenta a você a sua Revista de Bordo de cara nova, moderna, atual, rica e repleta de assuntos interessantes.
Cores, formas, vinhetas gráficas, novos colunistas, história dos leitores, mais interatividade entre nós. Cada detalhe foi planejado pensando em você, em proporcionar mais prazer na leitura, afinal somos parceiros, companheiros de estrada, viajantes.
A Revista cresceu sim, cresceu porque sabemos o quanto somos importantes um para o outro. Adoramos cada email, cada recadinho no blog, as fotos enviadas, enfim, a sua participação e sugestão de pauta. Saiba que você é parte integrante da nossa equipe, é o nosso termômetro, é quem nos ajuda a escolher caminhos.
Temos certeza de que estamos apenas traçando novas rotas, escolhendo destinos, arrumando a bagagem para sair por aí. Muitas histórias irão surgir ainda vamos nos divertir muito, nos informar, programar os feriados e fins de semana, publicar as suas aventuras.
Que 2009 seja para você o que já é para nós, uma grande motivação para inventar, criar, produzir, fazer diferente, com muita qualidade e bom humor sempre.
Boa Viagem e ótima leitura!
________________________
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Revista de Bordo no forno
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
ARAKA - BAZAR
Amanhã, dia 9, a ARAKA realiza um happening natalino com direito a lua cheia na varanda do 00.Celebrando o verão, as férias, o natal e o fim da chuvarada, um bazar pra lá de diferente com fotos, telas, esculturas e objetos que custam entre R$ 50 e R$ 300. Excelente pedida para aquele espaço vazio que você tem em casa ou para presentear de forma original.Para completar a noite, música, performances e, no telão, a retrospectiva dos fotógrafos que mostraram seus trabalhos durante as edições de 2008.Estarei lá em dose dupla: com fotos emolduradas à venda e no telão. Chance para os nostálgicos reverem e os que não conhecem descobrirem.Não esqueçam de confirmar a presença!
Um beijo, para quem é de beijo e um abraço, para quem é de abraço
Karen Montenegro
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Pausa para o tempo...
Não pausar o tempo, mas recebê-lo - o que ele traz de longe. Risos reconhecidos, abraços fraternos, gargalhadas infantis. Aquela vontade estar, sem o menor comprometimento com nada, com o ambiente, com o vizinho, com a idade cronológica.Por um momento a criança saltou e o adulto permitiu o correr na chuva, o roubar fruta na casa de seu Bicudo, traquinagem de outrora, com descrição de poesia. Nem sei se combina, mas flui, internamente, e jorra alegria com cara de choro.
Que bom saber que essa menina mora aí e continua tão ativa. Que bom reconhecer a outra menina, e brincar. Que bom saber que essas meninas construíram um caminho bonito, cercada de gente bacana, parida com tanta doçura. Que delícia essa troca, esse reencontro...
...Se está esperando um final, não tem. Agora vamos juntar esse povo todo, os seus, os meus, filhos, periquitos e papagaios. Vamos colocar todos no mesmo caldeirão, saborear esse caldo, com gosto de fruta madura, de gente querida. Poesia, arte, amizade... Cabe tudo nesse balaio: eu, você e quem mais chegar.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Steffanie Oliveira
domingo, 23 de novembro de 2008
Clara clareou
Clara é uma bebê de 01 ano de idade. Ela tem Paralisia Cerebral. Ela não usa suas mãos muito bem, não consegue sentar, não engatinha, tem algumas dificuldades para comer, beber, etc. A esperança de Clara é um tratamento com células tronco. Isso pode curá-la. Acesse o site Um real por um sonho e ajude Clara.
sábado, 22 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
O Rio de Janeiro continua lindo...
O brasileiro e, especialmente, o carioca tem a mania de tornar nosso o que vem de fora. Não é se apropriar da descoberta alheia, mas assimilá-la com mais tempero e gingado.Assim foi o com futebol, de origem inglesa e de alma verde-amarela. Assim foi com o biquíni, do berço francês aos nossos corpos dourados que desfilam em sete mil quilômetros de praia em todo o território nacional.O biquíni invadiu a nossa praia na década de 50. Usado primeiramente pelas vedetes, como Carmen Verônica e Norma Tamar, que levavam multidões às areias de Copacabana. De lá prá cá, faz parte do nosso vestuário e da cultura popular.Hoje, o Brasil é o país que mais fabrica e consome a moda praia. Nossos biquínis estão espalhados pelos quatro cantos do mundo. O modelo brasileiro é reconhecido internacionalmente, pelo seu estilo, qualidade e a criatividade dos modelos. Aspectos que os diferenciam dos fabricados em outros países. O nosso biquíni, além de toda essa qualidade e tecnologia, tem também melodia... amarelinha tão pequenininho
Mal cabia na Ana Maria
Biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho
Que na palma da mão se escondia”
O biquíni inspirou a Jovem Guarda. É pano de fundo de uma das músicas mais famosas da Bossa Nova, Garota de Ipanema. O biquíni é prata da casa.
“Quando na tarde vazia
Tão linda no espaço
Eu vi a menina
Que vinha num passo
Cheio de balanço a caminho do mar”
E, a caminho do mar, festejamos a nossa brasilidade, que se traduz com gingado, sensualidade, riso largo, abraço apertado e versos eternos.A caminho do mar, saudamos a Bossa Nova, pátria nossa, 50 anos como patrimônio cultural carioca.A caminho do mar, desfilamos os biquínis – cavadão, cavadinho, padrões, cores, formas, estilos, traço nosso, arte nossa.Nesse desfile, aguardamos a moda praia 2009, que vai desembarcar nas areias cariocas para fazer a cabeça, os corpos e as mentes de tantos mortais.
E o Rio continua lindo...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Revista de Bordo - Editorial
Parcerias novas, grandes encontros, música, a participação de quem nos lê.
Nesse caldeirão de idéias, resolvemos apimentar a nossa revista. Com pimenta vermelha, de cheiro, ardida, saborosa. Aquela pimenta criativa que acrescenta, melhora o sabor, destaca o que se tem de melhor e aumenta o desempenho.Nesse tempero novo, nasce a nossa revista on line, criada pela ZUNCA.NET, que enxerga a internet como vitrine de negócios, que faz diferente de muita mesmice que conhecemos na rede mundial de computadores. Com um portifólio diferenciado descobrimos por que o trabalho dessa turma é tão temperado, e que a globalização é só mais um ingrediente para pequenas, médias e grandes empresas.
E, com toda essa péperi, o site www.revistadebordoutil.com.br está gostoso demais. Chega com espaço para a participação do internauta, super interativo e com alguns blogs que vão deixar você com água na boca.

Agora, delicie-se. Sirva-se e deguste cada novidade da sua Revista de bordo.
Tereza Dalmacio
A empresa aluga aproximadamente 25 ônibus/dia para excursões, viagens de turismo, eventos comemorativos, passeios culturais, convenções e traslados/city tours, num total de 750 ônibus/mês.
Importantes empresas nacionais e multinacionais também fretam os ônibus da UTIL para levar seus profissionais a congressos e simpósios em várias cidades do país. Entre elas, Petrobrás, White Martins eJohnson & Johnson.
NA PRÓXIMA EDIÇÃO
sábado, 1 de novembro de 2008
Fragmentos
As fotos revelam para alguns e comprovam para outros o talento da Karen Montenegro. A artista trabalha com diversas técnicas e apresentará na sua primeira vernissage 30 fotografias manufaturadas. As imagens são resultados de experimentos livres. Podemos perceber além da intuição criativa primorosa, o olhar aguçado, focado no cotidiano. Uma colcha de retalhos? Fragmentos cotidianos? Arte contemporânea? Um pouco de cada, a soma de todos, o seu olhar dará a resposta... ou não. Mas com certeza você irá se emocionar com este trabalho.
____________________________________
Privilège - Juiz de Fora - 04 e 06 de dezembro de 2008
Tudo Azul
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
O Gabeira venceu

Pedi a ele no começo da semana que me contasse como foi por dentro esta campanha absolutamente fora dos padrões da política brasileira _ os bastidores, as dificuldades, as discussões internas, a luta para chegar ao segundo turno, a onda que se formou nas últimas semanas indicando que era possível ganhar.
Hoje, bem no dia da eleição, ele arrumou um tempinho para me escrever. Tentou o dia todo falar comigo, mas meu celular não estava funcionando.
"Escrevo ao meio dia de domingo, antes de encerrar a votação aqui no Rio de Janeiro, com as pesquisas de intenção de voto indicando empate técnico entre os dois candidatos a prefeito, Fernando Gabeira e Eduardo Paes.
Trabalhei para Gabeira desde quando ele tinha 4% das intenções de voto e era um candidato tão pequeno que nem mereceu ser entrevistado pelo RJTV, que restringia o supremo prestígio de ser ouvido pelos repórteres àqueles que tivessem algo acima de 5% das intenções de voto.
Invariavelmente Gabeira aparecia na condição de "outros" quando os jornais e as emissoras de televisão falavam dos candidatos. O que mais ouvi neste mês de agosto foi que sem dúvida Gabeira era o melhor nome para a Prefeitura, mas que infelizmente não teria a menor chance.
Os eleitores mais conscientes tratavam de escolher "o menos pior" entre os que poderiam ganhar, Jandira Fegali, Bispo Crivella e Eduardo Paes. Essa difícil e desanimadora escolha ficava entre Jandira e Paes, pois "Crivella nunca", pelo menos na ótica – como eu já disse – dos mais conscientes. Ou dos mais bem informados, sei lá.
Uma revista semanal, acredito que a IstoÉ ou Época (Veja tenho certeza que não foi) chegou a apelidar Gabeira de "Candidato Carrossel" por girar, girar, girar e não sair do lugar. Fui procurado pela mulher de Gabeira, Neila Figueiredo, e selamos o trabalho em conjunto no dia do velório de dona Ruth Cardoso, no aeroporto Santos Dumont, que permanecera fechado durante toda manhã.
Teria total liberdade, desde que não resolvesse criar um Gabeira de mentira. A restrição a qualquer tipo de maquilagem ia até mesmo à própria maquilagem. "As rugas são as marcas do tempo no rosto dele, devem ficar". Não seria necessária a advertência. Mas fiquei contente por ouvi-la.
Acho que os marqueteiros são responsáveis pelo esvaziamento do conteúdo verdadeiro dos candidatos, embora não tenham culpa na falta de caráter e na compulsão pela mentira. Essas características o sujeito já traz de casa, ou de berço, como queiram.
Dias depois, na minha casa, traçamos o rumo da campanha: não atacar o adversário, ser absolutamente transparente, não sujar a cidade. A transparência deveria ir até mesmo no caixa da campanha: nada de Caixa 2, não receber dinheiro de companhia de ônibus nem de cooperativa de taxi, pagar e receber tudo "por dentro" e colocar todas as movimentaçõs imediatamente na Internet.
Se você for até o site da campanha vai achar lá o ítem "Ebulição". É a nossa empresa. Todos os pagamentos que recebemos (e pagamos os impostos) estão lá. Para os padrões brasileiros, o dinheiro da campanha era quase pobre.
Como vantagem tínhamos a melhor equipe que a ideologia pode comprar: Moacir Góis na direção do programa de televisão, João Paulo na edição, Moacir Padilha dirigindo o rádio, Carlinhos Chagas na redação, e por aí afora.
Gente que se dispôs a trabalhar por menos da metade do que poderia cobrar, mas que se sentia recompensada pela oportunidade de se engajar na campanha de um candidato digno, limpo, idealista, agradável.Coisa raríssima nestes dias que correm.
Uma noite, logo nos primeiros dias, o Campanelli da MCR apareceu com um jingle de estarrecedora simplicidade, mas com potencial de se tranformar num mantra: "O Rio é de Gabeira…Gabeira…Gabeira" num ritmo classificado de "marchável", meio hip hop, um chiclete de ouvido irresistível.
Fizemos um santinho, uma equipe se encarregou do site, nos concentramos nos programas de TVe rádio e entregamos a Deus, que com certeza deve ter pensado "Crivella nunca". Tanto é verdade que Crivella, que vinha liderando as pesquisas, se envolveu com o escândalo de uma obra que se chamava "cimento social" e serviu como pá de cal para suas pretenções, com perdão pelo trocadilho.
Teve até a participação de um militar alucinado que entregou uns garotos para serem chacinados por uma gangue do tráfego. Tudo respingou no Bispo e no seu discurso messiânico de ungido pelo céu e por Lula. Só no discurso dele, pois ambos não quiseram se comprometer.
Tivemos a imensa vantagem de termos bom tempo na TV e no rádio, cerca de cinco minutos, e de não sermos ameaça para ninguém. Por isso pudemos apresentar Gabeira com toda calma, como alguém capaz de ter uma visão mais aberta, mais moderna, mais cosmopolita para os imensos problemas da cidade.
Eduardo Paes veio como o grande síndico que se preparou durante dezessete anos para ser prefeito. Dizia conhecer cada pedra, cada buraco da cidade. Prometeu instalar 40 UPA's (Unidades de Pronto Atendimento), uma espécie de Centro de Saúde feito rapidamente e outras coisinhas que transformariam o Rio de Janeiro numa Finlândia em apenas 4 anos.
Jandira, por ser médica, centrou seus esforços na saúde e Crivella era o amigo dos pobres. Jandira parecia ter acabado de acordar no meio de um plantão: nervosa, desgrenhada, vestido aparentemente amassado.
Entre os nanicos, o candidato do PT resolveu transgredir a mais sagrada das normas da televisão e passou o tempo todo falando de lado, para um ponto à esquerda do espectador. Bonitinho, bonzinho, arrumadinho, era o bom filho, o bom colega e o bom professor.
Todos sabem que realmente é um homem direito, mas ficou bonzinho demais, arrumadinho demais. Falou bastante, mas todo mundo se perguntava porque ele olhava para o lado. Chico Alencar é o Chico Alencar, veio de Chico Alencar e falou como Chico Alencar. Levou os votos de Chico Alencar. Meia dúzia.
Os demais se confundiam com os candidatos a vereador. Um deles tinha um belo slogan: "quem pica cartão não vota em patrão". Em conjunto eles iam implantar o socialismo, destruir a Rede Globo e conduzir os povos à libertação, à verdadeira democracia e à divisão justa de renda.
Chega o dia da eleição e, para estupor geral, Gabeira – o candidato Carrossel, o sem chance, o nanico do bem, tira um magnífico segundo lugar e vai para o segundo turno, juntamente com Eduardo Paes, candidato do governador e do presidente. O espanto maior, no entanto, foi dos institutos de pesquisas que até o dia anterior davam como certa presença de Crivella como adversário de Paes. Neste mesmo dia, Gabeira virou maconheiro, viado, defensor do aborto e da prostituição, nefelibata e tudo mais que é possível se falar contra um político brasileiro.
Só não poderia ser demagogo, mentiroso e ladrão porque no caso do Gabeira é impossível se falar isso dele. Nas primeiras semanas todos os derrotados se aliaram ao Paes, que passou a ser candidato da máquina estadual, nacional e universal (do Reino de Deus).
Lula falou de Paes, Cabral falou de Paes, Crivella falou de Paes, Jandira falou de Paes. Até Molon do PT e Vladimir Palmeira se aliaram a Eduardo Paes. O solitário apoio a Gabeira veio de César Maia, o único prefeito do mundo que surtou e virou blogueiro em pleno mandato.
Quer dizer, vieram dar apoio, além de Cézar Maia, Caetano Veloso, Fernanda Torres, Adriana Calcanhoto, Alceu Valença, Debora Colker, Oscar Niemayer, Gustavo Lins, Alcione, Wagner Moura, Martinália, Pedro Luiz, Marina Lima, João Bosco, Paula Toller, Frejat, Nelson Mota, Armínio Fraga, Aécio Neves e mais oito mil voluntários.
Nunca antes na história deste país um político se dispôs a receber somente o dinheiro necessário para a campanha. Fizeram de tudo, de tudo mesmo, até a suprema burrice: mandar imprimir na Gráfica da Ediouro, de quem sou Diretor de Marketing, um folheto contra Gabeira.
Ninguém acreditou nem vai acreditar, mas tal como Lula, eu não soube de nada, a não ser quando o TR
E confiscou o material, que por sinal estava dentro da Lei, com nota fiscal e tudo. Paes ficou repetindo o bordão: "Gabeira é apoiado pelo César Maia, Gabeira é apoiado pelo César Maia, Gabeira é apoiado pelo César Maia".O engraçado é que todo o currículo de grandes realizações de Paes foi como subprefeito, e secretário… de César Maia. Que raça! No telefone, Gabeira fala de uma vereadora: "ela é analfabeta política…está fazendo política suburbana". Os jornalistas ouvem e dão a notícia.
Mais um bordão: "Gabeira é preconceituoso, Gabeira é preconceituoso, Gabeira é preconceituoso". Milhares de faixas são impressas: "sou suburbano com muito orgulho". Uma feijoada é oferecida aos suburbanos ofendidos e Noca da Portela e outros menos votados dão apoio a Paes, o amigão do subúrbio.
Cria-se uma situação irreal. Gabeira, menino pobre, que vendia banana e ovo para ajudar o pai, professor voluntário na Zona Norte, vira o "candidato dos ricos", enquanto Paes, menino da Zona Sul, estudante de colégios caros e da PUC, quer se consagrar como "o candidato dos pobres".
Paes, 38 anos, cara de garotão é o velho matreiro, conhecedor dos meandros da política, o experiente. Gabeira, 68 anos é o jovem, impetuoso, novidadeiro, contemporâneo. E começam os debates. Até o último, da TV Globo na sexta-feira anterior ao domingo da votação, foram 7 deles.
Gabeira venceu sempre, na opinião dos internautas. Alguns momentos foram muito bons. Por exemplo, quando Paes afirmou que se preparava a vida inteira para ser prefeito do Rio, Gabeira respondeu: "pois eu me prepararei a vida inteira para… a vida inteira".
Ou, então, quando Paes disse que seria necessário saber que "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa", recebeu como resposta: "a esta altura da vida eu já sei".
Vladimir Palmeira pode nesta eleição ter batido o recorde mundial de ingratidão. Gabeira sequestrou o embaixador americano para que Vladimir, entre outros presos políticos, pudesse ser libertado. E Palmeira decidiu apoiar Eduardo Paes.
Por falar em embaixador sequestrado, a filha do próprio fez absoluta questão de declarar seu apoio a Gabeira. E contou que o pai dela tinha boas recordações dele. Na imprensa escrita, inaugurou-se um novo tipo de colunismo: o de crítica a horário eleitoral gratuito. Como se fosse novela.
O Globo e o Jornal do Brasil tiveram seus colunistas que diariamente comentavam sobre roupa, postura, edição. O colunista do JB, se sentindo obrigado a fazer uma gracinha por dia, algumas vezes se perdeu na busca do humor.
A certa altura, como o programa de Gabeira fazia enorme sucesso com seus clipes de cantores, Paes colocou no seu programa a entrevista de uma jovem na rua que afirmou: "eu quero ver propostas, não musiquinhas bonitas". Nem na Noruega se vê tanta participação cidadã.
Uma jovem exigir dos candidatos a apresentarem suas propostas de governo é tão natural quanto as donas de casa que afirmavam que Paes no seu tempo de sub prefeito entrou na lama até a cintura para ajudar as pessoas assoladas por uma enchente.
Uma enorme demonstração de incompetência de seus auxiliares foi não encontrar uma única foto registrando o heróico feito. Hoje o eleitor decide quem é o prefeito do Rio de Janeiro. O resultado sairá dentro de algumas horas. Seja qual for o vencedor, Gabeira sai muito maior do que entrou.
É um político que pode se orgulhar do respeito de todos, inclusive de seus adversários, que jamais colocaram em dúvida sua honradez e honestidade. Outra vitória de sua candidatura foi a de trazer para milhões de pessoas a informação de que é possível se fazer politica com seriedade.
Trouxe também a participação dos jovens, entre os quais, as pesquisas eram unânimes em apontá-lo como o candidato preferido. Nesta eleição não se ouviu o tradicional discurso do "político é tudo igual", principalmente por parte deles.
Gabeira demonstrou que os políticos, como as pessoas, são diferentes. Sua campanha termina com a marca da elegância, do bom humor e do amor pelo Rio de Janeiro. O Rio foi votar sorrindo. Essa é a grande, a enorme vitória de Fernando Gabeira".
Enviado por: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog
domingo, 26 de outubro de 2008
Panos, tintas e movimentos
Saber
Ver
...Sentir...
Performance de Betina Kopp e Mel Tofanello,
com panos, tintas e movimentos....
betinakopp@yahoo.com.br
O Gabeira não chegou...
...a prefeitura do Rio de Janeiro, mas fez história.Mostrou que é possível fazer política sem sujar as ruas, com transparência, alta astral. Fez a anti-campanha, sem cartazes, sem panfletos, sem agressões.
Levantou um exército que não acreditava mais na luta. Mexeu com a cidade, com o coração, com o orgulho carioca. Renasceu a esperança.
QUem poderia imaginar que chegaria até aqui!?! E quase chegou lá.
O Gabeira não chegou...
a prefeitura do Rio de Janeiro, mas mudou a cidade. O foco, o olhar é outro; há um desejo latente - em ebulição, pronto para explodir. Não foi agora, mas virá.
E aquela TEnSÃO virou teNsão. Por você, por mim, pela a cidade do Rio de Janeiro.
Mas se é difícil mudar. Se transformação precisa de mais tempo. Nós vamos aguardar.
AGUARDAR o momento em que a onda verde - a onda do amor pelo bem, pelo certo, pela legalidade, pela transparência... vai invadir TAMBÉM a sua praia.
Gabeira recebeu 1.640.970 votos1.696.195 eleitores votaram no Paes
Agora é hora de torcer por quem ganhou,
para que possa trabalhar - de verdade - pelo Rio.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Enquanto espero o Gabeira chegar...
Ansiedade, perna mole, boca seca, um frio na barriga. Não, não é tesão, mas uma TEnSÃO, que mobiliza de forma apaixonada. Ter a possibilidade de sair da mesmice, de ver o Rio sorrir... essa ESPERANÇA me faz mais feliz. Ah, Gabeira, que o segredo de urna se revele logo. Que eu possa gritar: vencemos a primeira batalha e aí... Correr para as ruas; olhar no olho do outro como amantes.Amantes do bem, do correto, do produtivo, do sustentável, amantes cariocas...E com toda força que a paixão carrega - gozar o desejo pleno - de ter (ser) uma cidade maravilhosa e abençoada por Deus.
Clicar terça-feira, 7 de outubro de 2008
Vida de Artista
Karen Montenegro Jornalista com pós-graduação em artes visuais, despertou para fotografia em 2001. Desde então, dedica-se a criar e aprimorar técnica e processo criativo através de trabalhos contrastados, inspiração e experimentações livres.
Comentários
“Não há solidez por mero acaso, nem boa arte surgindo por sorte. Enquadramentos e fotometrias podem não estar contidos na formalidade, mas existem de maneira direta e incisiva, num estilo conciso, e até de certa forma, linear. Talvez seja o caso da autora assumir seu processo consciente, e, até mesmo, consistente em certos momentos, e deixar o romantismo filosófico - este sim inconsistente – pois sua arte alcança eco nos seus argumentos, e sem dúvida, em seu destino”.
Juan Esteves Fotógrafo e crítico de fotografia
“A foto tem luz natural. Sugere uma construção dentro de outra construção. Tecnicamente é rica em detalhes e merece destaque pois é difícil fazer um enquadramento bem pensado quando é preciso agilidade”.
Eduardo Peñuela Fotógrafo
“Conheço uma série de cineastas fantásticos com produções de 3 a 5 minutos, filmes minimalistas, filmes experimentais. Karen Montenegro, hoje morando no RJ, só para citar um nome”.
Andréa Mota Jornalista
“O que salvou a noite foram as produções dos alunos da UnP. Além dos Corpos, de Karen Montenegro e Rafael Cruz, mostrou sensibilidade e criatividade para contar a história de vida de uma ex-prostituta”.
Alex de Souza Coluna Drops de Cinema do Portal Nominuto.com
Prêmios
2º Lugar Categoria Foto Artística - 12a Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação (RJ - 2005)
1º , 2º e 3º Lugar Categoria Vídeo - VI Congresso Científico da Universidade Potiguar (RN - 2004)
1º e 2º Lugar Categoria Vídeo -V Congresso Científico da Universidade Potiguar (RN - 2003)
Participações
Paralela Mostra Catálogo 2ptos: Arte contemporânea em Pernambuco (PE - 2008)
Fotografia em primeiro plano – Seção Visor da Fotosite: Revista da Imagem (RJ - 2008)
I Mostra Índice de Videoarte (PE - 2007)
5° Festival do Vídeo Potiguar (RN - 2005)
Catálogo do Projeto Conexão Felipe Camarão (RN) – Rochester Institute of Technology (EUA - 2005)
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Revolução na mídia

Serão várias ferramentas em uma só. É estar perto, mesmo longe. É a democratização da troca de idéias e do aprendizado. É o trabalho sério de uma gama de especialistas em prol da multiplicação. Um projeto ambicioso,no qual faço parte, e que está em plena produção. Agora é segurar a curiosidade e aguardar as novidades que vêm por aí.
domingo, 28 de setembro de 2008
Arte ecológica

Ana já participou de várias exposições e expõe de forma permanente no espaço cultural Ponto Org, em Niterói. Faça uma visita e descubra a arte que anda de mãos com o planeta. Linda, nos dois sentidos.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
ANJ repudia declaração de Jobim
ANJ - Associação Nacional dos Jornais - contra a idéia do ministro Nelson Jobim de obrigar os jornalistas a revelarem suas fontes de informação em determinadas situações.
Saiba mais:
ANJ
Arte | Ferramenta de crescimento econômico.
Assim observo de longe o engajamento de um grupo de artistas e o Projeto Souvenir Fluminense. Ali encontra-se arte, rica, bela, única. Ali se encontra aquela certeza de que o universo conspira a favor de grandes idéias e execução primorosa.
Quer saber mais? Quer participar?
Navegue...e conheça alguns trabalhos dessa turma.

sábado, 13 de setembro de 2008
Pontes

E como uma coisa puxa outra fui remexer o baú do tempo e encontrei um monte de gente bacana por esse Brasil afora.
Rede Bahia - Tv Santa Cruz - Cobertura carnaval - Ilhéus/Ba - 1999
Rede Globo / 2000
Armação Propaganda - Natal/RN - 2003

Dois A Publicidade - Natal/RN - 2005

Dois A Publicidade - Natal/RN - 2005
TV Mossoró - Mossoró/RN - 2006
Grupo Coruja de Comunicação - Rio - Brasília - 2007
Comemoração do Projeto Trampa Sinfônica - Brasília/DF - 2008

Equipe do Projeto Trampa Sinfônica - Brasília/DF - 2008

Parte da Equipe Canal Médico - Rio - Setembro de 2008 (gravação piloto)
Colcha de retalhos.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Imperdível!
O Festival Brasília de Cultura Popular comemora o nascimento do Calango Voador, uma figura fantástica criada para povoar nosso incrível imaginário popular brasileiro. A história de seu surgimento - de outro seres do Cerrado como a Caliandra, o Gavião, o Elefante da Tromba D'água e também da cidade de Brasília - estão no mito do Calango Voador e outras histórias. quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
R I O: a rota da multiplicidade cultural

O Voluntários da Pátria coloca no mesmo espaço uma trupe: músico, artista, poeta - poeta, músico, artista. Arte que alimenta, que acaricia a alma, liberta o espírito, abraça a carne. E nessa receita poética, você é o último elemento, o que faz essa magia dar certo, que impulsiona, que soma.
Confira isso tudo - aproveite, divirta-se, faça parte.
Sábado - 16 de agosto - 21h
Lagoa Rodrigo de Freitas - Estacionamento do Parque do Cantagalo
www.aqualume.com.br / www.voluntariosdapatria.org.
____________________________________________________________________
domingo, 10 de agosto de 2008
No Planalto Central do Brasil...
O diferente tão igual.
Igual - mas com tantas diferenças.
Diferenças de um país continental.
Sintetizada na arte, na energia, na sensualidade, no suor.
Multiplicidade.
Diversidade.
Mistura.
O novo com gosto de raiz.
Raiz de um povo, da sua gente.
Gente de todo canto, que fez da capital federal um celeiro de sotaques, costumes , folclore.
Nasce o mito. Ritmo. Toque. Cheiro. Expressão.
Quem viu, não esquece e traz na alma aquela vontade malevolente...
De girar, girar, girar...
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Luz, cor e som.

Vale à pena conhecer. Vale à pena escolher.
domingo, 13 de julho de 2008
A joalheria Autoral sobe as passarelas
Tendências, conceitos, designer, desfiles temáticos, jovens talentos, profissionais de destaque - a diversidade vai invadir a zona da mata mineira de 1 a 5 de outubro.
E para somar com todas as novidades (http://www.fashiondays.com.br) a Joalheria Autoral de Natália Pi se apresenta em grande estilo. O novo, o belo, o clássico, o moderno. A arte em forma de jóia ou jóia com peça de arte?
sábado, 12 de julho de 2008
Seu Estrelo
FESTIVAL BRASÍLIA DE CULTURA POPULAR11 a 14 de setembro
Inscrições abertas
SQS 205 Bloco I apt. 606 Brasília - DF CEP 70235 -090 até o dia 12 de julho 2008.
___________________________________________________________
Aproveite para saber um pouco mais. Basta clicar na foto abaixo.
___________________________________________________I N F O R M A Ç Õ E S
(61) 8556 4362
pichaimproducoes@gmail.com
www.seuestrelo.art.br
www.seuestrelo.blogspot.com
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Semana Rainbow
Juiz de Fora será palco de mais um evento de muita alegria, bom humor e diversão. Paralelo ao Miss Gay 2008 o Casarão, onde funciona a Estação Cultural, irá abrigar a uma gama de atividades: música, arte, cultura, lounge, pista de dança, artesanato em prata e para fechar o cardápio de tantas delícias - gastronomia variada e bebidas requintadas.
Expositores de vários Estados já confirmaram presença. Além de diversão você vai encontrar uma gama de serviços e produtos de qualidade e direcionados ao público tão exigente.
Visite, divirta-se, faça parte de mais esta atividade que marcará presença na cidade.
Estação Cultural - Ao lado da Praça Antônio Carlos – Local de concentração do Rainbow Fest.
Fabiana Tostes / (32) 8854 7144 / fabianatostes@hotmail.com
terça-feira, 8 de julho de 2008
Vivinho da Silva
Os anúncios foram veiculados diariamente durante toda a copa do mundo e o outro no período eleitoral. O Vivinho da Silva, aproveitou para deixar o seu recado, viver intensamente o presente e investir no futuro.
Redação: Tereza Dalmacio e Jener Tinoco / Direção de Arte: Eduardo Gewehr (amigo de vida)



A campanha é um grande case (http://www.armacao.com.br/). O empresário vendeu 3 vezes o planejado.




Caminhos do Seridó

__________________________________
Tereza Dalmacio / CLodoaldo Damasceno
___________________________________
Tereza Dalmacio / Wagner Araújo

___________________________________
Tereza Dalmacio / Wagner Araújo
terça-feira, 1 de julho de 2008
Trampa Sinfônica

__________________________________________
Trampa Sinfônica (release)
Preto. Branco.
Popular. Erudito.
Rock. Sinfonia.
Vem aí a mistura musical. A soma que multiplica. O inusitado. O belo. O bom.
Projeto Trampa Sinfônica.
O espetáculo musical com composições da banda arranjadas pelo Maestro Sílvio Barbato, nome consagrado na área cultural.
Rock e batuta. Mistura fina, mistura certa.
Trampa é uma banda que faz do rock n’ roll uma mensagem, uma poesia concreta, uma viagem ao imaginário. Sua música sacode, balança, levanta, gira, constrói. Mais que ouvir, Trampa é para ser lida, pela pele, pelos ouvidos, pelo seu olhar.
__________________________________________A mistura
Trampa Sinfônica é um espetáculo musical que mistura rock e orquestra, com composições de autoria da Trampa arranjadas pelo Maestro Sílvio Barbato, respeitado por sua excelente atuação frente à área cultural. Compositor e regente, esteve à frente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro e da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
O Bom
Durante o Trampa Sinfônica, a banda vai lançar o seu primeiro CD, “Te presenteio com a Fúria”. Canções fortes, vitais, que mostram o rock de conteúdo, poético e de muita energia.
O Bem
A apresentação do espetáculo será gravada e transformada em DVD, com tiragem de 3.000 exemplares. Destes, 1.000 (mil) serão doados a musicotecas de municípios brasileiros, entre eles, aqueles mais afastados dos grandes centros urbanos.
A soma que multiplica
O Trampa Sinfônica é um projeto itinerante. A partir do mês de setembro, com o DVD pronto, serão realizados concertos nas cidades de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.
Plano de vôo
Editora de telejornal - Produtora - Direção de TV

(anúncio premiado - 1 ano - II WTC)
Tereza Dalmacio /Daniel Michoni
1979 - 1982 - Universidade Gama Filho - RJ
Bacharel em Comunicação Social com habilitação e jornalismo.
1980 - 1982 – Universidade Gama Filho – RJ
Especialização e Publicidade e Propaganda. Curso incompleto.
1984 – Escola Superior de Propaganda e Marketing – RJ
Especialização em Marketing.
1987 - 1990– Informática – Salvador – Ba
Word, access, excel, corel (noção), power point e front page.
1996 - 2000 – Comunicação & Designer – Ilhéus – Ba
Criação de home page. Html.
1999 – Seminário de Telejornalismo/Rede Bahia de Comunicação
Março de 2000 – UNIGLOBO - Cornélio Procópio - Pr
Reciclagem em edição de texto
2003 - 2004 - 2005 – Mix de Comunicação – Natal – RN
2006 - 2007 – Reciclagem de redação publicitária ESPM
2008 – Fotografia
Editora do Telejornal BATV-2 (Praça 2) / Editora do BATV- 1 (Praça 1) / Chefia de Reportagem (substituição/férias) / Chefe de Redação (substituição/férias) / Produtora / Chefia de Plantões / Criação e manutenção da home page da emissora (www.tvsantacruz.inf.br) / Editora dos boletins de economia, política e atualidade da rádio FM Sul (pertencente ao mesmo grupo).
a) Editora da Revista de Bordo UTIL. A Revista é bimestral, distribuída nas linhas que atendem os condomínios da Barra da Tijuca, como Alfa Barra, Novo Leblon, Barra Bali e Rio II. São, aproximadamente, 80 linhas diárias que transportam cerca de 60 mil passageiros para o Centro da Cidade, utilizando a Zona Sul e a Linha Amarela. Além das linhas interestaduais (RJ, SP, BH e BSB). TIragem de 60 mil exemplares. Total de 480 mil leitores/mês.
c) Criação e divulgação de diversos Projetos Culturais
________________________________
BASTA CLICAR NAS PEÇAS PARA CONHECER OUTROS TRABALHOS

terça-feira, 1 de janeiro de 2008
BALANÇO ANUAL
Enquanto o mundo conta tostões...Me sinto rica, plena, como um porquinho bem gordinho.
Nos últimos 365 dias ri mais chorei;
Abracei mais do que cruzei os braços;
Fiz novos amigos; reencontrei tantos outros e tão especiais;
Passei por crises, mas PASSEI, já foram;
Ganhei mais que perdi; cai e levantei; fechei uma empresa abri outra; não fiquei rica, mas estou produzindo;
Suei, transpirei, entrei em novo ciclo, a menopausa chegou, me assustei, mas com cuidado mudei o olhar, cuidei, SANTA reposição hormonal; Nova TT com a mesma essência;
Fiz 25 anos de casada, ENCONTRO marcado, encontro de vida, redescoberta diária; filhos em paz, lindos, felizes, amando; os melhores companheiros de viagem; Ganhei Nora, que dia a dia torna-se filha; a família desabrocha;
Obrigada 2008; Obrigada Meu Deus; Estou em casa, acolhida, em paz; Obrigada também pelas superações, foram muitas; ainda há muito trabalho a fazer, mas não estou aqui a passeio, portanto a labuta continua e vamos fazer o dever de casa direitinho;
Seja bem vindo 2009, pode entrar a casa é sua; traga luz, energia, disposição, gargalhaaadasss; Com saúde, paz e muito amor a vida é mais leve; e aquela tão falada crise – BOM - vamos trabalhar, superar, CRESCER.
Mas agora R E L A X A R - C O M E M O R A R

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Gira mundo

Saímos do Rio em 1987 para Aracaju; 1991 – Salvador; 1996 – Ilhéus; 2001 – Natal; 2006 – de volta ao Rio.



































































